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Chipre pede à UE para ajudar a conter onda de refugiados sírios

Chipre pediu hoje à União Europeia (UE) para ajudar a conter uma recente onda de refugiados, na sua maioria sírios, que estão a chegar por mar através do Líbano, alegando que a capacidade da ilha está no limite.

Chipre pede à UE para ajudar a conter onda de refugiados sírios
Notícias ao Minuto

12:05 - 03/04/24 por Lusa

Mundo Migrações

"A situação está a piorar. Nos últimos dias, temos vivido uma espécie de 'ataque' de barcos apodrecidos com refugiados que colocam as suas vidas em risco" para chegar à Europa, afirmou o ministro do Interior de Chipre. Constantinos Ioannou.

Esta semana, mais de 600 pessoas chegaram a Chipre, estimuladas por um clima mais ameno.

A viagem marítima do Líbano ou da Síria até Chipre leva cerca de 10 horas.

"Todas as indicações são de que a situação vai continuar", adiantou Ioannou em declarações à imprensa.

Na terça-feira, o Presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, anunciou ter pedido pessoalmente à líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que interceda junto das autoridades libanesas para impedir que barcos cheios de refugiados sírios se dirijam para aquele país insular do Mediterrâneo Oriental.

Segundo avançou o Presidente, o Líbano é beneficiário de uma ajuda financeira significativa da UE, tanto para os seus próprios cidadãos como para as centenas de milhares de refugiados sírios que continua a acolher, mas isso não pode justificar excessos.

"Esta ajuda não pode ser dada enquanto tivermos de lidar com esta questão", disse Christodoulides, referiu.

Nas últimas 48 horas, mais de 350 migrantes e requerentes de asilo, quase exclusivamente cidadãos sírios, chegaram ao Chipre de barco, segundo o porta-voz do Governo cipriota, Constantinos Letymbiotis.

Acredita-se que mais barcos cheios de migrantes estejam a caminho.

No mês passado, cerca de 450 migrantes sírios a bordo de seis barcos foram avistados na costa sudeste de Chipre num período de 24 horas. Todos os seis barcos partiram do Líbano.

O Líbano acolhe dezenas de milhares de refugiados sírios, mas tem tentado diminuir a migração na sua costa nos últimos meses, no âmbito da situação de conflito que vive com Israel.

Chipre, por seu lado, tem apelado aos seus parceiros da UE para que declarem seguras partes da Síria devastada pela guerra a fim de facilitar o regresso dos seus cidadãos em fuga.

Além disso, Nicósia quer que a UE faça depender a ajuda que dá ao Líbano da interrupção da saída de migrantes, defendeu Ioannou.

Cerca de 2.004 pessoas chegaram a Chipre por via marítima nos primeiros três meses deste ano, em comparação com apenas 78 no mesmo período de 2023, segundo dados oficiais.

Leia Também: Chipre mantém corredor de ajuda a Gaza após morte de trabalhadores da WCK

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