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Ex-primeiro-ministro do Camboja Hun Sen eleito novo líder do Senado

O ex-primeiro-ministro Hun Sen foi hoje eleito presidente do Senado, a câmara alta do parlamento do Camboja, 10 meses depois de ter sido substituído pelo filho à frente do Governo.

Ex-primeiro-ministro do Camboja Hun Sen eleito novo líder do Senado
Notícias ao Minuto

07:26 - 03/04/24 por Lusa

Mundo Camboja

Hun Sen, de 71 anos, foi eleito por unanimidade na sessão inaugural do Senado, transmitida em direto nas redes sociais, em resultado das eleições realizadas em fevereiro.

Uma das principais responsabilidades do presidente do Senado, o número dois na hierarquia do Estado, é ocupar o posto de chefe de Estado quando o rei do Camboja, Norodom Shamoni, estiver fora do país.

Hun Sen regressa assim à vida política depois de ter deixado em agosto o cargo de primeiro-ministro, que ocupou com mão de ferro durante quase quatro décadas, sendo substituído pelo filho mais velho, Hun Manet, de 46 anos.

Na chefia do governo cambojano entre 1984 e 1993 e depois entre 1998 e 2023, Hun Sen anunciou a demissão a favor do filho, poucos dias depois de uma vitória esmagadora nas controversas eleições legislativas de julho.

Hun Manet, um general de quatro estrelas, recebeu formação no Reino Unido e na academia militar norte-americana de West Point e liderava o exército cambojano desde 2018.

Hun Sen insistiu que a sucessão dinástica, comparável ao regime da Coreia do Norte, se destina a manter a paz e a evitar "derramamento de sangue" em caso de morte no cargo.

Há mais de um ano que o ex-primeiro-ministro cambojano falava em passar o poder ao filho mais velho, que desempenhou um papel de liderança na campanha para as legislativas de julho.

Mas Hun Sen tinha deixado claro que tencionava exercer influência mesmo depois de sair, excluindo qualquer mudança de direção.

O antigo Khmer Vermelho foi acusado de retrocessos nas liberdades fundamentais e de utilizar o sistema judicial para silenciar opositores, dezenas dos quais foram presos ao longo de 38 anos de mandato.

Em março de 2023, o líder da oposição, Kem Sokha, foi condenado a 27 anos de cadeia e colocado em prisão domiciliária por traição.

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