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EUA e Jordânia enviam por via aérea ajuda alimentar ao norte de Gaza

Aviões de carga norte-americanos largaram hoje mais de 36.000 refeições sobre Gaza numa operação conjunta com a Jordânia, indicou fonte militar do Exército dos EUA, quando se acentuam os esforços para tentar atenuar a grave crise humanitária.

EUA e Jordânia enviam por via aérea ajuda alimentar ao norte de Gaza
Notícias ao Minuto

14:59 - 05/03/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"O comando central dos Estados Unidos e a Força Aérea real jordana procederam a uma largada combinada de ajuda humanitária no norte de Gaza em 05 de março às 14:30 [hora local] para fornecer uma ajuda essencial aos civis atingidos pelo conflito em curso", declarou o comando militar em comunicado.

Segundo as Nações Unidas, a fome é "quase inevitável" em Gaza, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou ter presenciado situações horríveis de crianças a morrerem de fome no norte do território no decurso de uma recente missão de ajuda em dois hospitais.

"Continuamos a planificar missões de entrega de ajuda", prosseguiu o Comando militar norte-americano para o Médio Oriente (Centcom), e quando a população da Faixa de Gaza, mais de dois milhões de habitantes, se confronta com graves penúrias de alimentos, água e medicamentos.

Uma porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh, declarou na segunda-feira que entre 30 e 120 camiões encaminharam diariamente ajuda para Gaza durante a semana passada.

"É claramente insuficiente para alimentar a população", declarou, precisando que os lançamentos por via aérea se destinam a completar mas não a substituir a ajuda disponibilizada por via terrestre.

Os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, iniciaram no sábado o lançamento aéreo de ajuda a Gaza, onde prosseguem os incessantes bombardeamentos de Israel desde o inédito e violento ataque do Hamas em 07 de outubro.

O ataque implicou a morte de 1160 pessoas, incluindo mais de 400 militares, segundo dados oficiais israelitas.

Em represália, Israel prometeu "eliminar" o Hamas, no poder em Gaza desde 2007, que considera uma "organização terrorista" à semelhança dos Estados Unidos e União Europeia.

A ofensiva israelita já provocou pelo menos 30.631 mortos, na maioira civis, e pelo menos 70 mil feridos.

Cerca de 8.000 corpos permanecem debaixo dos escombros, segundo as autoridades locais.

As agências da ONU indicam ainda que 156 funcionários foram mortos em Gaza desde 07 de outubro.

A Comissão de Proteção dos Jornalistas, associação com sede em Nova Iorque, revelou que 70 dos 99 jornalistas e trabalhadores da comunicação social mortos em 2023 foram vítimas de "ataques israelitas a Gaza".

A ofensiva israelita também tem destruído a maioria das infraestruturas de Gaza e perto de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave.

A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Desde 07 de outubro, mais de 400 palestinianos também já foram mortos pelo Exército israelita e por ataques de colonos na Cisjordânia e Jerusalém Leste, territórios ocupados pelo Estado judaico. Também foram registadas 6.650 detenções e mais de 3.000 feridos.

Leia Também: Defesa israelita avisa EUA que ataques do Hezbollah exigem resposta

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