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Malásia pode retomar buscas por voo MH370 uma década após desaparecimento

A Malásia considerou ser possível retomar as buscas pelo voo MH370 no sul do oceano Índico, onde se acredita que o avião da Malaysia Airlines tenha caído em 2014.

Malásia pode retomar buscas por voo MH370 uma década após desaparecimento
Notícias ao Minuto

06:51 - 04/03/24 por Lusa

Mundo MH370

O ministro dos Transportes malaio, Anthony Loke Siew Fook, disse, no domingo, que a empresa de tecnologia norte-americana Ocean Infinity propôs uma nova busca privada, sem custos para a Malásia caso o avião não seja encontrado.

Em 2018, a empresa dos Estados Unidos procurou em mais de 96.000 quilómetros quadrados (37.000 milhas quadradas) de mar vestígios do MH370.

Anthony Loke indicou ter convidado a Ocean Infinity para uma reunião, durante a qual poderão analisar novas provas que a empresa diz ter encontrado sobre a possível localização do avião.

O ministro disse que, se as provas forem credíveis, vai pedir autorização ao Governo da Malásia para assinar um novo contrato com a Ocean Infinity para retomar as buscas.

"O Governo está firme na nossa determinação em localizar o MH370", disse Loke, num evento que assinalou o 10.º aniversário do desaparecimento do avião.

"Esperamos realmente que as buscas possam encontrar o avião e trazer a verdade aos familiares" das vítimas, acrescentou.

O o voo 370 da Malaysia Airlines, com 239 pessoas a bordo, desapareceu no dia 08 de março de 2014, quando voava de Kuala Lumpur para Pequim. A maioria dos passageiros era chinesa.

A Austrália coordenou aquilo que se transformou na maior busca na história da aviação, mas não conseguiu encontrar o avião antes do final do ano de 2017, quando foram dadas por terminadas as buscas.

As operações de busca lideradas pela Austrália percorreram 120 mil quilómetros quadrados no sul do oceano Índico e custaram 200 milhões de dólares australianos (123,4 milhões de euros).

Os detritos que deram à costa na zona ocidental no oceano Índico foram confirmados como sendo do Boeing 777 desaparecido e indicaram uma vasta extensão do oceano onde o avião provavelmente caiu, depois de ficar sem combustível.

Austrália, Malásia e China concordaram, em 2016, que as buscas oficiais só seriam retomadas se os três países tivessem provas fiáveis que identificassem uma localização específica para os destroços.

K. S. Nathan, um membro de um grupo de familiares dos passageiros, disse que a Ocean Infinity tinha inicialmente previsto retomar as buscas em 2023, mas que teve de esperar pela entrega de novos navios.

Anthony Loke escusou-se a adiantar o valor monetário proposto pela Ocean Infinity caso encontre o avião, sublinhando estar sujeito a negociação. O ministro disse que o potencial custo financeiro não será um problema.

Leia Também: Malásia promete retomar buscas por avião desaparecido há dez anos 

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