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"Espero compreendam que o desarmamento é um dever moral"

O Papa Francisco afirmou hoje que o desarmamento é um "dever moral" e apelou a um "acesso seguro" à ajuda humanitária para a população da Faixa de Gaza.

"Espero compreendam que o desarmamento é um dever moral"
Notícias ao Minuto

13:16 - 03/03/24 por Lusa

Mundo Papa Francisco

Na sua mensagem após a oração do Angelus dominical na praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco recordou que as Nações Unidas celebram na terça-feira o Dia Internacional do Desarmamento e da Não-Proliferação de Armas e pediu à comunidade internacional coragem para gerar um clima de confiança e pacificar Gaza e a Ucrânia.

"Quantos recursos são desperdiçados em despesas militares, que infelizmente continuam a aumentar devido à situação atual! Espero vivamente que a comunidade internacional compreenda que o desarmamento é um dever moral", disse o Papa a partir da janela do Palácio Apostólico.

Francisco recordou, mais uma vez, a situação na Faixa de Gaza, na sequência da resposta israelita ao ataque das milícias do Hamas, em 07 de outubro, e onde a população civil está ameaçada pela fome, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

"Todos os dias trago no meu coração, com dor, o sofrimento do povo da Palestina e de Israel em resultado das hostilidades em curso", disse, acrescentando: "Encorajo a continuação das negociações para um cessar-fogo imediato em Gaza e em toda a região, para que todos os reféns [israelitas] possam ser libertados e devolvidos aos seus familiares que os esperam ansiosamente e para que a população civil [de Gaza] possa ter acesso seguro à ajuda humanitária de que necessita urgentemente".

Dirigindo-se às centenas de fiéis que o escutavam na praça de São Pedro, o Papa Francisco defendeu que "é preciso coragem por parte de todos os membros da grande família das nações para passar do equilíbrio do medo ao equilíbrio da confiança".

"O sofrimento das pessoas na Palestina e em Israel em consequência das hostilidades é uma experiência quotidiana e dolorosa no meu coração. Milhares de mortos, feridos e deslocados, a enorme destruição causa dor e isto com consequências tremendas para os pequenos e indefesos que veem o seu futuro ameaçado", denunciou, questionando: "Pergunto-me se pretendem realmente construir um mundo melhor desta forma, se pretendem realmente alcançar a paz. Basta, por favor. Digamo-lo todos juntos".

Francisco encorajou as partes e os atores envolvidos na guerra a prosseguirem as negociações para um cessar-fogo imediato em Gaza e em toda a região, para a libertação dos reféns e para que a população civil tenha acesso a ajuda humanitária "urgente".

O pontífice também recordou ainda a "martirizada" Ucrânia, onde, disse, "todos os dias morrem muitos e há muita dor".

Representantes do Hamas, do Qatar e dos Estados Unidos encontram-se hoje no Cairo para "iniciar uma nova ronda de negociações" com vista a uma trégua na Faixa de Gaza, segundo o canal pró-governamental egípcio Al-Qahera.

Em quase cinco meses, as operações militares israelitas causaram 30.410 mortos na Faixa de Gaza, a maioria dos quais civis, segundo dados avançados hoje pelo Ministério da Saúde.

A guerra foi desencadeada por um ataque sem precedentes dos comandos do Hamas no sul de Israel, em 07 de outubro, que causou a morte de pelo menos 1.160 pessoas, na sua maioria civis, segundo uma contagem da agência francesa AFP, com base em dados oficiais israelitas.

Cerca de 250 pessoas foram também raptadas e, segundo Israel, 130 reféns continuam detidos na Faixa de Gaza, 31 dos quais terão morrido. Uma trégua no final de novembro permitiu a libertação de 105 reféns em troca de 240 detidos palestinianos.

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