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Ucrânia? "Não há choque franco-alemão", garante ministro francês

O chefe da diplomacia francesa considerou hoje que não existe qualquer fratura entre a França e a Alemanha, apesar das divergências evidentes entre o Presidente Emmanuel Macron e o Chanceler Olaf Scholz sobre a Ucrânia.

Ucrânia? "Não há choque franco-alemão", garante ministro francês
Notícias ao Minuto

09:48 - 02/03/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"Não há qualquer conflito franco-alemão, estamos de acordo em 80% das questões", garante Stéphane Séjourné, numa entrevista publicada hoje no diário Le Monde.

Os pontos de discórdia mais visíveis dizem respeito à forma de ajuda a dar à Ucrânia face ao rolo compressor russo, numa altura em que um envelope vital de mais de 60.000 milhões de dólares (cerca de 55.300 milhões de euros) continua bloqueado nos Estados Unidos.

Na conferência de apoio a Kiev, organizada segunda-feira passada por Paris, o chefe de Estado francês pareceu apontar implicitamente a mira a países como a Alemanha, que durante muito tempo hesitou em entregar certas armas pesadas a Kiev.

"Falei com a minha homóloga alemã, Annalena Baerbock, e vamos encontrar-nos na próxima terça-feira, em Paris. Há vontade de dialogar. Não há qualquer drama, uma vez que temos o mesmo objetivo de apoiar a Ucrânia", continuou Séjourné.

O ministro francês rejeitou ainda a ideia de que as discussões sobre a presença militar na Ucrânia tenham objetivos eleitorais, na perspetiva das eleições europeias de junho.

"A questão não é eleitoral, é existencial. A Ucrânia está no centro dos debates eleitorais porque existem, de facto, diferenças de posição sobre o assunto. Preferia que não fosse esse o caso e que houvesse um consenso alargado entre os partidos", disse.

Para Séjourné ninguém tem a ganhar com uma controvérsia nacional sobre a ajuda à Ucrânia, pelo que "tem de se compreender que o que se passa na Ucrânia diz respeito a todos".

Em 27 de fevereiro, Scholz garantiu que "nenhum soldado" será enviado para a Ucrânia por países europeus ou da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), rejeitando a possibilidade levantada no dia anterior por Macron.

O chanceler alemão afirmou que o que foi decidido entre os europeus desde o início "continua a ser válido para o futuro", nomeadamente que "não haverá tropas no terreno, nem soldados enviados por Estados europeus ou pela NATO para solo ucraniano".

Scholz estava a reagir às declarações de Macron em que o Presidente francês afirmou que o envio de tropas terrestres para a Ucrânia não deve "ser excluído" no futuro, apesar de considerar que "não existe consenso" sobre o assunto nesta fase.

Pouco antes, em Berlim, Scholz tinha recusado seguir o exemplo da França e do Reino Unido no envio de mísseis de longo alcance para Kiev, argumentando que isso "não seria razoável" porque poderia "envolver" a Alemanha diretamente na guerra desencadeada pela Rússia.

O chanceler alemão rejeitou categoricamente o pedido da Ucrânia de enviar mísseis alemães Taurus, que têm um alcance superior a 500 quilómetros e permitiriam a Kiev atingir alvos no interior do território russo.

O Taurus é o equivalente ao Storm Shadow/Scalp, desenvolvido em paralelo pelos britânicos e franceses, que foi entregue à Ucrânia (250 quilómetros de alcance).

Leia Também: Zelensky pede mais defesas antiaéreas após noite de ataques russos

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