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Líder socialista do PE quer clareza do PPE sobre cordão à extrema-direita

A presidente dos Socialistas & Democratas (S&D) no Parlamento Europeu (PE) defendeu hoje uma "aliança pró-europeia" na próxima legislatura para impedir retrocessos causados pela extrema-direita, perante a qual exigiu clareza do Partido Popular Europeu (PPE).

Líder socialista do PE quer clareza do PPE sobre cordão à extrema-direita
Notícias ao Minuto

17:33 - 01/03/24 por Lusa

Mundo Parlamento Europeu

"Queremos uma aliança pró-europeia, precisamos de saber como podemos trabalhar para assegurar o futuro da União Europeia [UE], talvez seja importante fazer esta pergunta aos conservadores", disse Iratxe García, durante uma antevisão do congresso do Partido Socialista Europeu (PES), no sábado, em Roma (Itália).

Na sede do Partido Democrático de Itália (socialista), a eurodeputada espanhola apontou o dedo à direita pelo crescimento e normalização dos ideais da extrema-direita em toda a UE, acrescentando que os elementos do Partido Popular Europeu "quebraram a aliança tradicional e começaram a trabalhar com os populistas e extrema-direita".´

E a escolha da capital italiana para a realização do congresso foi propositada, já que na opinião da presidente do S&D, Itália é "um exemplo claro de como os conservadores começaram a normalizar a extrema-direita e até chegaram a fazer uma aliança".

Para Iratxe García, as "forças de extrema-direita ameaçam bloquear a maioria pró-europeia" na próxima legislatura, "não querem a UE".

A extrema-direita "é um verdadeiro perigo" para a União Europeia e as eleições europeias, entre 06 e 09 de junho, "são as mais importantes da última década".

E hoje, mais do que nunca, continuou a eurodeputada socialista, é preciso "coerência".

"Na política é importante ser coerente e já reparámos que isso falta ao PPE. Temos a presidente da Comissão (a conservadora Ursula von der Leyen) a apresentar a lei da regeneração [da natureza] e o presidente do grupo que é contra", sustentou.

A lei da regeneração da natureza faz parte do "Pacto Verde" e estabelece a meta para a UE recuperar pelo menos 20% de sua terra e mar até o final da década, prevendo abranger até 2025 todos os ecossistemas degradados no território do bloco comunitário.

Questionada várias vezes sobre cenários pós-eleitorais e um eventual apoio do S&D a von der Leyen, Garcia descartou um cenário de derrota, respondendo sempre os socialistas só estão a pensar em Nicolas Schmit como presidente do executivo comunitário.

No entanto, admitiu que o S&D está "preparado para negociar o programa da Comissão": "A pessoa é importante, mas as políticas são o elemento-chave".

Qualquer negociação está fora de questão se houver retrocessos nas conquistas da presente legislatura, frisou.

A defesa, que é cada vez tema central da discussão política a 27, também vai ser discutida no congresso de sábado, mas, novamente, Iratxe García quer que haja negociação e que tudo seja feito olhando para os valores da solidariedade e igualdade que, segundo a presidente do S&D, definem a UE.

O "Pacto Verde", por exemplo, "não é uma opção, tem de ser feito", mas é preciso "garantir que a transição é justa", com apoio "aos setores mais vulneráveis, às industrias mais vulneráveis e aos trabalhadores que mais serão afetados" pela transição ecológica.

Os socialistas da União Europeia (UE), incluindo Olaf Scholz, António Costa e Pedro Sánchez, decidem a partir de sábado, em Roma, a nomeação de Nicolas Schmit para candidato à presidência da Comissão Europeia na próxima legislatura.

Com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia em exercício, já na corrida, os socialistas organizaram um congresso na capital italiana para escolher o luxemburguês Nicolas Schmit, que é o comissário para o Emprego e Direitos Sociais, como candidato PES.

O primeiro-ministro demissionário e antigo secretário-geral do PS, António Costa, vai intervir pouco depois da cerimónia de abertura do congresso, prevista para pouco depois das 09:00 locais (08:00 em Lisboa).

Também participam os primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez (que é também secretário-geral do PSOE), e os homólogos da Alemanha, Olaf Scholz, e da Dinamarca, Mette Frederiksen.

O presidente do PES e antigo primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven também participa no congresso.

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