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Hamas anuncia que sete reféns morreram em bombardeamentos israelitas

Elevando para 70 o número de reféns mortos em cativeiro desde o início da guerra, há quase cinco meses.

Hamas anuncia que sete reféns morreram em bombardeamentos israelitas
Notícias ao Minuto

17:03 - 01/03/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"Tentámos mantê-los vivos, mas [o primeiro-ministro israelita] Benjamin Netanyahu insistiu em matá-los, todos os sete, através de ataques do exército israelita", disse Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qasam, o braço armado do Hamas, em comunicado.

O Hamas confirmou a identidade de três dos reféns alegadamente mortos: os israelitas Haim Peri, Yoram Itak Metzger e Amiram Cooper.

O movimento islamita palestiniano tinha avisado há semanas que não dispunha de qualquer informação sobre o estado ou paradeiro destes reféns, por ter perdido o contacto com a célula que os detinha.

"Após análise e verificação ao longo das últimas semanas, confirmámos o martírio de vários dos nossos combatentes e a morte de sete prisioneiros inimigos na Faixa de Gaza, em resultado dos bombardeamentos sionistas. Anunciaremos os nomes dos outros quatro mortos depois de confirmarmos as suas identidades", disse Obeida.

Com os sete reféns declarados mortos pelo Hamas, o grupo elevou para mais de 70 o número total de reféns que morreram em cativeiro "em resultado das operações militares do exército inimigo", enquanto Israel apenas confirmou a morte de cerca de 30.

"Ao mesmo tempo, afirmamos que o preço que aceitaremos por cinco ou dez prisioneiros vivos é o mesmo preço que teríamos pago por todos os prisioneiros se não tivessem sido mortos pelos bombardeamentos inimigos", disse o Hamas, sobre as negociações para um acordo de tréguas.

Esta semana, as conversações em Doha, com a mediação do Qatar, do Egito e dos Estados Unidos, fizeram alguns progressos, no sentido de um acordo de tréguas que permitiria uma nova troca de reféns por prisioneiros palestinianos, embora as posições continuem muito distantes.

O Hamas insiste em que uma trégua temporária seja acompanhada de um acordo para uma segunda fase de cessação das hostilidades, a que Israel se opõe e Netanyahu classificou as exigências do grupo de "delirantes".

O projeto de acordo ainda não concluído prevê uma trégua de cerca de seis semanas, possivelmente coincidindo com o Ramadão, que começa a 10 de março, e uma troca de dez prisioneiros palestinianos por cada refém.

Desde o início da guerra, Israel e Hamas só chegaram a um acordo de tréguas de uma semana, no final de novembro, em que foram libertados 105 reféns em troca de 240 prisioneiros palestinianos.

Quatro reféns foram libertados pelo Hamas em outubro; e três foram resgatados pelo exército - dois deles há algumas semanas, numa operação bem sucedida em Rafah (sul do enclave palestiniano).

Os corpos de 11 reféns foram recuperados, três dos quais foram mortos por engano pelas tropas israelitas.

De acordo com a contagem de Israel, 130 reféns permanecem no enclave desde 07 de outubro, cerca de 30 dos quais confirmados como mortos pelos serviços secretos israelitas, enquanto outros quatro continuam em cativeiro há anos, dois dos quais mortos.

Leia Também: Fações palestinianas querem "unidade nacional abrangente"

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