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Nord Stream? Kremlin critica encerramento de investigação dinamarquesa

O Kremlin criticou hoje o encerramento de uma investigação dinamarquesa sobre explosões nos gasodutos russos Nord Stream 1 e 2, no Mar Báltico, manifestando "absoluta surpresa" pelo que considerou uma decisão absurda.

Nord Stream? Kremlin critica encerramento de investigação dinamarquesa
Notícias ao Minuto

11:50 - 26/02/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"A situação neste caso é tão óbvia que não podemos expressar outra coisa senão absoluta surpresa", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

As autoridades dinamarquesas anunciaram hoje o encerramento da investigação à sabotagem dos gasodutos russos Nord Stream 1 e 2, que aconteceram em setembro de 2022, por falta de base legal para abrir um processo criminal.

"A investigação levou as autoridades a concluírem que houve sabotagem deliberada dos gasodutos. No entanto, não há base suficiente para prosseguir com um processo criminal na Dinamarca", afirmou um comunicado conjunto da Polícia e dos Serviços de Informação dinamarqueses (PET).

O porta-voz da Presidência Russa observou que "sem dúvida, a situação roça o absurdo".

"Por um lado, reconhecem que se trata de uma sabotagem deliberada e por outro, decidem não continuar" a investigação, sublinhou Peskov.

O porta-voz russo acrescentou que "tendo em conta várias fugas de informação e todo um conjunto de factos que surgiram durante a investigação, é evidente que tudo é bastante claro: as investigações apontaram para o envolvimento dos seus aliados mais próximos".

"No início da investigação abordámos os dinamarqueses em diversas ocasiões com pedidos de informações sobre o que aconteceu e estes negaram os nossos pedidos. Não pudemos participar na investigação, nem pudemos receber qualquer informação agora", afirmou.

No entanto, Peskov acrescentou que a Rússia continuará a vigiar a situação e procurará formas de recolher informações sobre a sabotagem.

No início de fevereiro, a Suécia também encerrou as investigações sobre esta sabotagem "por falta de jurisdição", sem apontar responsáveis. O procurador sueco sublinhou que "a investigação alemã continua e devido ao sigilo que prevalece na cooperação jurídica internacional", não poderia "comentar mais sobre a cooperação que aconteceu" entre os países.

A Rússia rejeitou esta decisão e observou que o seu objetivo é "ocultar as reais circunstâncias e provas do que aconteceu, para que os verdadeiros mentores e executores deste ataque terrorista sem precedentes não sejam estabelecidos".

Moscovo acusou os países "anglo-saxónicos" de estarem por detrás da sabotagem, relembrando ainda a oposição de Washington sobre o projeto dos gasodutos durante anos, enquanto alguns países ocidentais acusaram a Rússia do incidente.

Uma investigação do jornalista norte-americano Seymour Hersh apontou para os serviços de informação dos Estados Unidos, com a colaboração da Noruega e de outros países ocidentais.

Meios de comunicação dos Estados Unidos e da Alemanha apontaram, posteriormente, um grupo pró-ucraniano como autor da sabotagem.

Quatro enormes vazamentos de gás precedidos por explosões subaquáticas ocorreram em 26 de setembro de 2022, com algumas horas de intervalo, no Nord Stream 1 e 2, gasodutos que conectam a Rússia à Alemanha e transportavam a maior parte do gás russo para a Europa.

Os ataques ocorreram quando a Europa estava a afastar-se das fontes de energia russas, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, contribuindo para as tensões que se seguiram ao início da guerra no território ucraniano em fevereiro de 2022.

Leia Também: Dinamarca encerra investigação sobre sabotagem dos gasodutos Nord Stream

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