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Agência da ONU para refugiados palestinianos atingiu "ponto de rutura" 

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) atingiu o "ponto de rutura", alertou o diretor da instituição, Philippe Lazzarini, numa carta dirigida ao Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Agência da ONU para refugiados palestinianos atingiu "ponto de rutura" 
Notícias ao Minuto

23:15 - 22/02/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

com profundo pesar que informo hoje que a Agência chegou a um ponto de rutura, com os repetidos apelos israelitas ao seu desmantelamento e ao congelamento do financiamento dos doadores, face às necessidades humanitárias sem precedentes em Gaza", afirmou na carta, publicada na rede social X (ex-Twitter).

"A capacidade da Agência para cumprir o seu mandato ao abrigo da Resolução 302 da Assembleia Geral está agora seriamente ameaçada", acrescentou.

A UNRWA, criada por esta resolução aprovada em 1949, emprega cerca de 30.000 pessoas nos territórios palestinianos ocupados, no Líbano, na Jordânia e na Síria, onde gere escolas e hospitais.

A Agência está no centro da polémica desde que Israel acusou 12 dos seus membros de envolvimento no ataque de 07 de outubro do grupo islamita palestiniano Hamas, que causou a morte de 1.160 pessoas, na sua maioria civis, segundo uma contagem da agência noticiosa France-Presse (AFP).

A ONU demitiu imediatamente dos funcionários acusados e abriu um inquérito interno e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou também um grupo independente presidido pela antiga ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna, para avaliar a UNRWA e a sua "neutralidade".

Mas apesar de, "até agora, nenhuma prova ter sido partilhada por Israel com a UNRWA", 16 países suspenderam o seu financiamento, num total de 450 milhões de dólares (415,75 milhões de euros), disse Lazzarini, avisando que as operações da agência na região "ficarão seriamente comprometidas a partir de março".

"Receio que estejamos à beira de uma catástrofe monumental com graves implicações para a paz, a segurança e os direitos humanos na região", acrescentou.

A guerra em Gaza já provocou quase 29.500 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa este território palestiniano incessantemente bombardeado e totalmente sitiado por Israel.

Os mais altos responsáveis da ONU não param de repetir que a UNRWA não pode ser substituída em Gaza, onde é a espinha dorsal da ajuda humanitária.

Lazzarini apelou ao "apoio político" da Assembleia Geral da ONU para permitir a sobrevivência da UNRWA e uma "transição para uma solução política há muito esperada", bem como uma reforma do seu método de financiamento, baseado principalmente em contribuições voluntárias.

Neste contexto, o objetivo da missão "delicada" do grupo independente é permitir que os doadores "recuperem a confiança", disse hoje Catherine Colonna, numa conferência de imprensa.

"O meu objetivo é apresentar um relatório rigoroso e baseado em provas que ajude a UNRWA a cumprir o seu mandato", insistiu, acrescentando que tenciona "fazer recomendações" no relatório final, que deverá ser apresentado até 20 de abril.

Leia Também: Música de Israel faz referência a ataques do Hamas? Eurovisão "analisa"

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