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Israel rasurado em certidão de nascimento de bebé. Cleverly pede desculpa

A certidão de nascimento também foi rasgada, depois de ter sido encaminhada para um pedido de passaporte.

Israel rasurado em certidão de nascimento de bebé. Cleverly pede desculpa
Notícias ao Minuto

10:30 - 22/02/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Reino Unido

O ministro britânico do Interior, James Cleverly, pediu desculpa, na quarta-feira, depois de ter vindo à tona que uma referência a Israel foi rasurada na certidão de nascimento de uma bebé de seis meses. Alguns funcionários foram suspensos pelo incidente.

"Pedimos desculpa à família pela ofensa, e ordenei uma revisão urgente da certidão de nascimento que foi desfigurada. Enquanto apuramos os factos, o nosso parceiro comercial suspendeu alguns funcionários. O caso é totalmente inaceitável. Não toleraremos antissemitismo", escreveu o responsável, na rede social X (Twitter).

É que, segundo denunciou a organização não governamental britânica Campaign Against Antisemitism, a referência a Israel no local de nascimento do pai da menina foi rabiscada. A certidão de nascimento também foi rasgada, depois de ter sido encaminhada para um pedido de passaporte.

Israel, pai da pequena Ronnie, lamentou o sucedido, tendo considerado que a sua bebé "não fez nada de mal".

"Senti-me horrível quando vi. Tive de olhar mais algumas vezes para perceber o que se estava a passar", disse, em declarações à Sky News.

O homem indicou também que a situação no Reino Unido, e particularmente em Londres, "não é boa".

"Ser judeu no Reino Unido é muito difícil. E não está a melhorar, está a piorar cada vez mais. [Acho que esse é] o futuro da minha filha, porque Londres já não é Londres, e sinto-me inseguro", confessou.

A associação apelou a que o governo investigue o caso, uma vez que tem "responsabilidade pela aplicação da lei e pela segurança da comunidade judaica".

Depois do ataque surpresa do Hamas contra o território israelita, sob o nome 'Tempestade al-Aqsa', Israel bombardeou a partir do ar várias instalações daquele grupo armado na Faixa de Gaza, numa operação que denominou 'Espadas de Ferro'.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), tendo acordado com a oposição a criação de um governo de emergência nacional e de um gabinete de guerra.

Leia Também: Pelo menos 20 mortos em ataques israelitas na Cidade de Gaza

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