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Conselheiro de Biden no Médio Oriente para negociações sobre reféns

O conselheiro do Presidente dos Estados Unidos para o Médio Oriente viaja esta semana para a região, numa tentativa de avançar no acordo sobre os reféns em Gaza e manter conversações com Israel sobre a anunciada ofensiva em Rafah.

Conselheiro de Biden no Médio Oriente para negociações sobre reféns
Notícias ao Minuto

21:34 - 20/02/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

Brett McGurk, coordenador da Casa Branca para o Médio Oriente e Norte da África, vai liderar as discussões esta quarta-feira no Egito e na quinta-feira em Israel, adiantou hoje o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.

Esta viagem ocorre num momento em que os Estados Unidos e dois outros mediadores, Qatar e Egito, tentam garantir, antes do Ramadão, no início de março, um novo acordo de trégua que permita uma pausa de várias semanas nos combates, acompanhada pela libertação de reféns.

O principal líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, esteve hoje no Cairo enquanto os EUA, o Egito e o Qatar tentam mediar outro cessar-fogo para que a ajuda, o fluxo e os reféns possam ser libertados, mas não há expectativas de um avanço, de acordo com a Associated Press (AP).

As negociações de McGurk têm como objetivo tentar "concretizar esse acordo de reféns", sublinhou Kirby em declarações aos jornalistas.

McGurk também reiterará as preocupações do Presidente democrata Joe Biden sobre uma operação em Rafah sem proteção de civis, garantiu Kirby, citado pela agência France-Presse (AFP).

Israel tem rejeitado os repetidos apelos para poupar Rafah, uma cidade no sul de Gaza, onde cerca de 1,4 milhões de palestinos deslocados estão amontoados após fugirem de pesados bombardeamentos israelitas no enclave.

"Nas atuais circunstâncias, independentemente da segurança destes refugiados, continuamos a acreditar que uma operação em Rafah será um desastre", insistiu hoje Kirby.

Na terça-feira, os Estados Unidos vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que exigia um cessar-fogo imediato em Gaza, dizendo que a adoção do texto teria prejudicado as negociações em curso.

O conflito em curso entre Israel e o Hamas, que desde 2007 governa na Faixa de Gaza, foi desencadeado pelo ataque do movimento islamita em território israelita em 07 de outubro.

Nesse dia, 1.139 pessoas foram mortas, na sua maioria civis mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 134 permanecem na Faixa de Gaza.

Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde então a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas mais de 29.000 pessoas - na maioria mulheres, crianças e adolescentes - e feridas cerca de 70.000, também maioritariamente civis. Cerca de 8.000 corpos permanecem debaixo dos escombros, de acordo com as autoridades locais.

Leia Também: Estados Unidos rejeitam comparações de Lula sobre Gaza e Holocausto

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