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Ucrânia. Putin reivindica tomada de testa-de-ponte nas margens do Dniepre

O Presidente russo reivindicou hoje um novo sucesso militar com a tomada de uma testa-de-ponte no sul, que a Ucrânia garantiu com acentuado esforço durante vários meses, alguns dias após a "fuga caótica" das forças ucranianas de Avdiivka.

Ucrânia. Putin reivindica tomada de testa-de-ponte nas margens do Dniepre
Notícias ao Minuto

18:23 - 20/02/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

Em 2023 o Exército ucraniano conseguiu formar uma testa-de-ponte na margem esquerda do rio Dniepre, onde se concentram as tropas russas perto da região de Kherson, e que Moscovo tentava desde então eliminar.

"De facto, Krynky foi limpa e de facto controlamos todo o rio", declarou o ministro da Defesa Serguei Shoigu, após o chefe de Estado russo Vladimir Putin lhe ter pedido, na sequência de imagens difundidas pelos 'media' russos e do relatório de um oficial, que confirmasse a conquista desta testa-de-ponte.

Este anúncio surgiu pouco após a conquista pela Rússia da cidade de Avdiivka, leste da Ucrânia, após meses de combates, com Putin a ironizar sobre a "fuga caótica" das forças ucranianas.

"Esta fuga caótica ocorreu no momento em que o comando das Forças Armadas ucranianas emitiu a ordem de retirada às suas forças que já estavam movimento e em retirada", declarou Putin durante uma reunião com Shoigu.

Putin acrescentou que esta ordem de retirada foi emitida "por razões políticas, com o objetivo de dissimular este movimento e lhe fornecer uma aparência de retirada organizada".

"Na realidade foi uma fuga no sentido próprio do termo", acrescentou.

O chefe de Estado russo congratulou-se com um novo "sucesso" e apelou a que seja "intensificado", quando as forças ucranianas se confrontam, em particular, com escassez de munições.

No sábado, Shoigu afirmou que a retirada ucraniana decorreu "sob fogo contínuo das tropas russas", enquanto Kyiv reconhecia que diversos soldados foram feitos prisioneiros, acusando o Exército russo de ter executado seis.

Segundo o ministro russo, as forças ucranianas "deixaram muitos prisioneiros e feridos, muitas armas" e veículos militares.

O ministro da Defesa precisou que a tomada de Avdiivka, que tinha sido transformada em praça fortificada pelas forças ucranianas, com "subterrâneos para se deslocarem", é "um grande sucesso" para Moscovo.

Shoigu indicou ainda que os soldados que combateram na região "estão a descansar e preparam-se para novos combates", e quando o Exército russo prossegue a sua ofensiva em diversos setores da linha da frente.

A Ucrânia admitiu hoje dezenas de ataques russos nas frentes leste e sul, um dia após a confissão do Presidente ucraniano de uma situação "extremamente difícil" para as suas forças, privadas de munições e da crucial ajuda norte-americana, e quando se assinala no próximo sábado o início da invasão russa em larga escala.

Estas ofensivas também coincidem com as celebrações do 10º aniversário da morte de dezenas de manifestantes e de forças policiais em Kyiv no decurso da designada "revolução de Maidan", que implicou a queda dos dirigentes do país apoiados por Moscovo.

Esta sublevação também assinalou o início da anexação da Crimeia pela Rússia e o início de uma rebelião separatista das populações russófonas do leste do país.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, desencadeada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armas a Kyiv e aprovado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

Leia Também: G7 anuncia cimeira virtual no sábado com Zelensky

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