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Passou 37 anos detido erroneamente. Agora, será indemnizado em 12 milhões

Testes de ADN que não estavam disponíveis nos anos 80 levaram à libertação do suspeito, em 2020, ao indicarem dois outros culpados.

Passou 37 anos detido erroneamente. Agora, será indemnizado em 12 milhões
Notícias ao Minuto

19:58 - 15/02/24 por Notícias ao Minuto

Mundo EUA

Robert DuBoise passou 37 anos detido por uma violação seguida de homicídio que não cometeu, em 1983. Agora, deverá receber uma indemnização de 14 milhões de dólares (12.973,436 euros) da cidade de Tampa, no estado norte-americano da Florida, por todos os anos de liberdade que perdeu.

DuBoise, que tinha 18 anos quando o crime ocorreu, foi condenado a pena de morte pelo assassinado de Barbara Grams, de 19 anos, que foi raptada, violada e espancada ao sair do trabalho. Ainda que a sua sentença tenha, depois, passado a prisão perpétua, só em 2018 é que a acusação concordou rever o caso, após a intervenção da organização Innocence Project.

Testes de ADN que não estavam disponíveis nos anos 80 levaram à libertação do suspeito, em 2020, ao indicarem dois outros culpados, que já se encontravam detidos e a cumprir penas de prisão perpétua por um outro homicídio. Pouco depois, DuBoise processou a cidade de Tampa, os agentes que investigaram o caso e um dentista forense, que testemunhou que o homem tinha sido responsável por uma mordidela encontrada na vítima.

O processo chegou ao fim no dia 11 de janeiro, mas o Conselho Municipal de Tampa deverá aprovar e conceder oficialmente a quantia ao homem, agora de 59 anos.

“O acordo não é só um reconhecimento dos danos que DuBoise sofreu, como também uma oportunidade para seguir em frente com a sua vida”, considerou a defesa do homem, citada pela Associated Press.

DuBoise deverá receber nove milhões de dólares (8.208,684 euros) este ano, três milhões (2.761,521 euros) no próximo ano e dois milhões (1.852,078 euros) em 2026, segundo o mesmo meio.

Saliente-se que a condenação de Duboise concentrou-se apenas na alegada dentada na cara da vítima, sendo que, atualmente, o dentista que testemunhou no caso disse não acreditar que marcas de mordidelas possam ser atribuídas somente a uma pessoa.

Um informador de uma cadeia também ajudou à condenação, mas este testemunho foi igualmente desacreditado.

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