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Reforço de médicos na guerra deixa Rússia com falta de profissionais

O último relatório dos serviços secretos britânicos sobre a guerra na Ucrânia alerta para a escassez de profissionais de saúde na Rússia, devido ao aumento da necessidade de cuidados médicos na frente de guerra.

Reforço de médicos na guerra deixa Rússia com falta de profissionais
Notícias ao Minuto

13:30 - 11/02/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"Há indícios de que a guerra da Rússia na Ucrânia está a causar uma escassez de profissionais de saúde em toda a Rússia", afirmou Londres, em comunicado.

Os serviços secretos sublinham ainda que, após a mobilização militar em setembro de 2022, "os profissionais de saúde foram avisados para não deixarem o país".

No entanto, "até 2% dos médicos e profissionais de saúde russos deixaram o país para evitar a mobilização" e "cerca de 3.000 profissionais de saúde foram mobilizados para prestar apoio sanitário em combate", referem.

O relatório baseia-se nos dados do Ministério da Saúde russo, que em novembro de 2023 alertou para a falta de cerca de 26.500 médicos e 58.200 enfermeiros.

"Há uma escassez significativa de médicos em 22 regiões e sete outras foram avaliadas como graves", indicam os serviços secretos.

"Outra estimativa de janeiro de 2024 sugere que, nos últimos 15 meses, o número de médicos diminuiu em 7.500, segundo muitos, devido às horas de trabalho elevadas e aos baixos salários", salientou Londres.

Um comité da Duma, o parlamento russo, alertou, num relatório sobre o orçamento de 2024, para o facto de as regiões mais pobres da Rússia terem dificuldades em cobrir os salários dos médicos.

"Os recursos e os encargos fiscais da guerra da Rússia na Ucrânia afetam negativamente vários setores civis que servem a população russa. Não há sinais de que a tendência decrescente do número de profissionais de saúde na Rússia se altere até 2024", conclui o relatório dos serviços secretos militares britânicos.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Leia Também: Exército Russo repeliu ataques da Ucrânia em vários setores da frente

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