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Moçambique. Rebeldes tentam travar "avanços" das forças governamentais

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que as movimentações dos grupos extremistas em novos pontos de Cabo Delgado pretendem desviar os avanços das forças governamentais, que estão em direção às principais bases dos terroristas.

Moçambique. Rebeldes tentam travar "avanços" das forças governamentais
Notícias ao Minuto

10:44 - 03/02/24 por Lusa

Mundo Filipe Nyusi

"Com este movimento, [os terroristas] pretendem desviar a intenção e o avanço das forças que estão em direção às principais posições dos terroristas (...) Vários postos avançados dos terroristas foram atacados, assaltados e destruídos, tendo provocado a fuga de terroristas em pequenos grupos", declarou Filipe Nyusi, durante as cerimónias centrais de celebração do Dia dos Heróis, em Maputo.

Em causa estão novos ataques e movimentações registados após um período de relativa estabilidade em Cabo Delgado, episódios que, para as autoridades locais, estão ligados à perseguição imposta pelas Forças de Defesa e Segurança nos distritos de Macomia, Quissanga e Muidumbe, entre os mais afetados.

Segundo o chefe de Estado, as forças governamentais, com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, estão a desencadear "operações imediatas", que incluem a "ocupação e consolidação" de posições estratégicas em Mucojo, no distrito de Macomia, e fiscalização costeira.

"As forças de defesa e segurança têm como última finalidade negar a penetração e mobilidade dos terroristas pelo mar, incluindo o seu reabastecimento através das ilhas adjacentes, tendo nas últimas 72 horas entrado em contacto direto com um grupo que se mantém em fuga na reta Ancuabe -- Metuge", avançou Filipe Nyusi, referindo que quer ver "esclarecida a origem e motivação" deste grupo.

O chefe de Estado moçambicano alertou também para novas tentativas de recrutamento de jovens por porte dos grupos rebeldes, episódios que estão a ser registados mais ao norte de Cabo Delgado e também em dois distritos de Nampula, província vizinha, nomeadamente Memba e Eráti.

"Apesar de tudo isto, queremos apelar à nossa resiliência coletiva, com vista a suster as investidas dos terroristas. Aos jovens, apelamos para não aderirem ao recrutamento e a reportarem qualquer movimento estranho que possa condicionar a segurança das comunidades", declarou Filipe Nyusi.

A movimentação dos grupos terroristas nos últimos dias também foi observada no distrito de Quissanga, perto dos campos de produção agrícola junto ao distrito de Metuge, criando pânico e levando as populações a abandonarem as atividades.

A província de Cabo Delgado enfrenta há seis anos uma insurgência armada com alguns ataques reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, que levou a uma resposta militar desde julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

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