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Sobe para três o número de mortos na explosão de camião em Nairobi

Três pessoas morreram e 280 ficaram feridas num incêndio provocado pela explosão de um camião "de matrícula desconhecida" carregado de gás, na noite de quinta-feira, num subúrbio da capital queniana, declarou o porta-voz governamental.

Notícias ao Minuto

16:37 - 02/02/24 por Lusa

Mundo Quénia

"Um camião de matrícula desconhecida carregado de botijas de gás explodiu, provocando uma enorme bola de fogo que se propagou amplamente", afetando em particular um armazém de têxteis, declarou o porta-voz do Governo, Isaac Maigua Mwaura no X (antigo Twitter).

Os feridos foram levados para vários hospitais, segundo Mwaura.

As chamas da explosão, que deflagrou por volta das 23:30 locais, devoraram lojas e casas, "com um bom número de residentes dentro de casa porque já era tarde", acrescentou.

O incêndio foi controlado após mais de nove horas de combate às chamas, segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP).

A zona sinistrada do bairro de Mradi, em Embakasi, no sudeste de Nairobi, estava hoje repleta de chapas metálicas enegrecidas e fumegantes, restos de telhados de casas devastadas pelas chamas e destroços de carros e camiões queimados.

Este bairro densamente povoado (988.000 habitantes, segundo o recenseamento de 2019), muito próximo do aeroporto internacional Jomo Kenyatta, foi abalado a meio da noite pela forte explosão.

Hoje de manhã, os habitantes do Mradi denunciaram o armazenamento ilegal de gás e gasolina no seu bairro, acusando o Governo de ser "irresponsável" ao permitir que instalações de armazenamento de combustível funcionassem nesta zona residencial.

Um agente responsável pela vigilância da zona onde ocorreu a explosão foi detido, disse o inspetor-geral adjunto da polícia, Douglas Kanja.

A força da explosão fez com que carros fossem fragmentados e partes de um veículo foram encontradas no topo de um prédio de cinco andares, disse a polícia.

"Todo o edifício foi abalado por um tremor enorme, parecia que ia desabar", disse à AFP uma testemunha local descrevendo a situação "como um terramoto".

Como reação, o Instituto do Petróleo da África Oriental (PIEA), que reúne as empresas petrolíferas e de gás da região, declarou em comunicado que, após ter examinado o local, "esta explosão ocorreu num local ilegal de enchimento e armazenamento de gás de petróleo liquefeito situado numa zona residencial densamente povoada".

Segundo a organização, o proprietário do local e alguns dos seus clientes tinham sido processados em 2020 e condenados em maio de 2023 por esta instalação.

"O proprietário continuou a operar instalações ilegais de armazenamento e enchimento sem cumprir os padrões mínimos de segurança e pessoal qualificado de GPL [Gás de Petróleo Liquefeito] exigidos por lei, levando a este infeliz desastre", lamentou o instituto.

A Autoridade Reguladora do Petróleo e da Energia do Quénia (EPRA) afirmou que tinha recusado os pedidos de autorização para a instalação de armazenamento e enchimento de GPL no local da explosão três vezes o ano passado, pois "não respeitavam as distâncias de segurança".

Leia Também: Explosão devido a fuga de gás causa dois mortos e 300 feridos no Quénia

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