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UE e EUA condenam "onda de repressão" à oposição na Bielorrússia

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos condenaram hoje uma "onda de repressão" contra os opositores ou ex-presos políticos na Bielorrússia, antes das eleições legislativas de fevereiro.

UE e EUA condenam "onda de repressão" à oposição na Bielorrússia
Notícias ao Minuto

23:55 - 25/01/24 por Lusa

Mundo Bielorrússia

O alto representante para a Política Externa e Segurança da UE, Josep Borrell, sublinhou hoje, em comunicado, que o organismo "condena nos termos mais veementes a recente onda de repressão contra antigos presos políticos ainda presentes na Bielorrússia e os seus familiares".

Esta nova onda de repressão afeta "mais de 100 pessoas, muitas das quais foram presas", frisou o chefe da diplomacia da UE.

A Bielorrússia prepara-se para as eleições legislativas de 25 de fevereiro sem qualquer previsão de surpresa, estando o poder inteiramente concentrado nas mãos do presidente Alexander Lukashenko, que lidera o país há 30 anos.

"O regime de Lukashenko continua as suas deploráveis táticas de intimidação e repressão contra aqueles que o criticam e contra possíveis adversários políticos antes das eleições de fevereiro", denunciou ainda o diplomata espanhol.

O Governo norte-americano também condenou as "prisões, detenções e ataques gerais aos direitos humanos" do regime.

"Continuaremos a responsabilizar o regime, através de sanções e outros meios, pela sua dura repressão, bem como pelo seu apoio contínuo à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", garantiu o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em comunicado.

Em 2020, a Bielorrússia foi abalada por um histórico movimento de protesto para denunciar a controversa reeleição de Lukashenko, no poder desde 1994.

Prisões em massa, exílios forçados e prisão de ativistas e jornalistas democráticos destruíram este movimento com o apoio de Moscovo, o principal aliado de Minsk.

A organização não-governamental (ONG) Viasna sublinhou esta semana que cerca de 160 pessoas foram detidas, interrogadas ou tiveram as suas casas revistadas.

As buscas tiveram como alvo "familiares e pessoas próximas de presos políticos ou ex-prisioneiros políticos que foram recentemente libertados e permaneceram na Bielorrússia", alertou esta ONG.

A Viasna destacou que a polícia procura, em particular, vestígios de contas bancárias no estrangeiro e que as buscas podem estar ligadas ao recebimento de ajuda de organizações exiladas que trabalham para as famílias dos detidos.

Segundo a ONG, o país tem mais de 1.400 presos políticos.

A opositora exilada, Svetlana Tikhanovskaya, agradeceu à UE pela sua "firme solidariedade", apelando ao mundo para reagir a esta "nova onda de intimidação".

Na quarta-feira, Tikhanovskaya disse que Marina Adamovitch, mulher de um opositor preso, foi condenada a 15 dias de prisão.

Leia Também: Venezuela. Embaixadores europeus apoiam diálogo entre governo e oposição

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