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Quénia transfere 21 rinocerontes negros para uma reserva natural maior

O Quénia vai transferir 21 rinocerontes negros de três reservas naturais para uma outra no centro do país, pois o número de animais desta espécie, em forte perigo de extinção, aumentou rapidamente nas primeiras reservas, anunciou hoje uma associação. 

Quénia transfere 21 rinocerontes negros para uma reserva natural maior
Notícias ao Minuto

15:48 - 12/01/24 por Lusa

Mundo Quénia

Segundo a associação Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS), o número de rinocerontes negros no país aumentou de 240 em 1984 para 966 atualmente. É, desta forma, a terceira maior população de rinocerontes negros em África, depois da África do Sul e da Namíbia.

"Os rinocerontes negros são animais solitários e, sem espaço suficiente, não podem ser encorajados a reproduzir-se. Com alguns dos 16 santuários a aproximarem-se da sua capacidade máxima, há uma necessidade urgente de criar novos santuários com condições ideais", afirmou o KWS num comunicado.

Desta forma, o KWS decidiu transferir alguns rinocerontes do Parque Nacional de Nairobi e das reservas de Ol Pejeta e Lewa (centro) para a Reserva de Loisaba (também no centro do Quénia).

"É incrivelmente emocionante fazer parte da reintrodução de rinocerontes numa paisagem onde estiveram ausentes durante 50 anos", afirmou o diretor executivo da reserva de Loisaba, Tom Silvester, que recordou que os caçadores furtivos mataram todos os rinocerontes da zona antes de esta ser protegida.

As populações de rinocerontes brancos e negros estão a aumentar em África pela primeira vez nos últimos 10 anos, depois de terem sido dizimadas pela caça furtiva e pela perda de habitat, segundo o mais recente estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), publicado em setembro de 2023.

A UICN destacou então que havia 23.290 rinocerontes - incluindo 6.490 rinocerontes negros - em todo o continente no final de 2022, 5,2% a mais do que em 2021, apesar de pelo menos 561 terem sido mortos por caçadores furtivos naquele ano.

A caça furtiva - impulsionada pela elevada procura de chifres de rinoceronte, em particular na China e em alguns países do Sudeste Asiático - levou os animais à beira da extinção.

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