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Green Day mandam farpa no Ano Novo e apoiantes de Trump criticam o óbvio

A banda, conhecida pelas suas letras políticas e antifascistas, está a ser atacada pelos fieis seguidores do antigo presidente por causa de uma mudança de letra em 'American Idiot', uma música intencionalmente política com quase 20 anos.

Green Day mandam farpa no Ano Novo e apoiantes de Trump criticam o óbvio
Notícias ao Minuto

19:56 - 02/01/24 por Hélio Carvalho

Mundo Donald Trump

Quase duas décadas depois de serem um fenómeno do 'punk rock' norte-americano, os Green Day continuam a dar que falar. A banda, que se tornou conhecida pelas suas letras políticas e pela aversão ao conservadorismo e nacionalismo norte-americanos, é o mais recente alvo da ira dos apoiantes de Donald Trump, e tudo por causa de uma letra considerada demasiado... política.

O momento que está a causar 'controvérsia' - pelo menos do lado da comunidade 'MAGA' (de 'Make America Great Again', o slogan popularizado pelo ex-presidente) - surgiu numa atuação na festa de Ano Novo da ABC, na 'Dick Clark's New Year's Rockin' Eve'.

Enquanto cantavam o seu hino antifascista 'American Idiot', uma música criada em 2004 como uma crítica aberta a George W. Bush e à invasão dos EUA no Iraque, o vocalista Billie Joe Armstrong trocou uma parte da letra para mandar uma farpa a Donald Trump e ao Partido Republicano que continua a apoiá-lo. Em vez de cantar 'I'm not part of the redneck agenda', Armstrong disse: 'I'm not part of the MAGA agenda' (do inglês 'Não faço parte da agenda MAGA').

A mudança não é nova e as críticas dos Green Day a Trump e ao Partido Republicano muito menos. Aliás, antes das eleições de 2016, a banda aproveitou a participação em comícios dos democratas para comparar o antigo presidente do país a fascismo e à organização de supremacia branca racista KKK.

Os apoiantes de Trump ficaram irritados com o momento e correram para as redes sociais para atacar a banda, à semelhança do que tem sido habitual sempre que o antigo líder ultranacionalista é alvo de críticas por parte de personalidades conhecidas no mundo das artes, considerando que o 'punk rock' tornou-se "demasiado político".

A verdade é que, não só o 'punk rock' é um estilo de música intrinsecamente político, emergindo nos anos 70 como uma performance artística antifascista, antirracista e antigoverno, como os Green Day são um exemplo do quão político o 'punk rock' sempre foi. Muitos fãs da banda apontaram o dedo à comunidade MAGA por apenas se interessar no grupo com intenções de defender Donald Trump, apesar da banda ter sido sempre vocalmente contra os ideais conservadores e ortodoxos do Partido Republicano.

Os Green Day, que já eram conhecidos nos anos 90, explodiram no início dos anos 2000 com o seu álbum 'American Idiot'. O single, com o mesmo nome, tornou-se muito famoso graças à popularidade enorme dos videoclips na altura, especialmente através da MTV, e a música 'American Idiot' foi considerado como um dos grandes hinos antifascistas do início da década e uma voz de protesto contra a política conservadora de George W. Bush e a invasão dos Estados Unidos no Iraque.

Nos últimos anos, os Green Day passaram a ser cada vez mais requisitados devido à sua oposição a Donald Trump, a quem Billie Joe Armstrong tem insultado repetidamente e acusado de disseminar ódio pelos EUA.

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