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Papa quer ser sepultado fora do Vaticano e cerimónias fúnebres simples

Francisco já escolheu onde irá ficar o seu túmulo. Será o primeiro Sumo Pontífice a ser enterrado fora da Basílica de São Pedro em mais de um século.

Papa quer ser sepultado fora do Vaticano e cerimónias fúnebres simples
Notícias ao Minuto

10:57 - 13/12/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Vaticano

O Papa quer que as suas cerimónias fúnebres sejam mais simples do que normalmente são para os sumo pontífices e quer ser sepultado fora do Vaticano, algo que acontece pela primeira vez em mais de um século.

De acordo com a Reuters, Francisco, que faz 87 anos no próximo domingo, revelou os planos para o seu próprio funeral durante uma entrevista ao canal de televisão mexicano N+, na noite de terça-feira, no âmbito da festa de Nossa Senhora de Guadalupe.

Na entrevista, o Sumo Pontífice contou que já recuperou na bronquiolite viral que apanhou e o deixou combalido. Disse que estava "de boa saúde", mas pediu "orações" pelas "limitações da velhice".

"Sinto-me bem, sinto-me bem melhor. Dizem-me que não sou cuidadoso porque quero estar sempre em movimento, a fazer coisas. Acho que isso é bom sinal, não? Estou bastante bem", realçou.

Francisco revelou ainda que está a organizar, junto com o mestre de cerimónias do Vaticano, o arcebispo Diego Ravelli, para "simplificar os elaborados rituais fúnebres" realizados quando um papa morre e que não quer ser sepultado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, mas sim na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, devido à sua devoção a Maria, Mãe de Deus, e onde vai rezar antes e depois de cada uma das suas viagens ao estrangeiro.

Recorda a Reuters que o último papa a ser sepultado fora do Vaticano foi Leão XIII, que morreu em 1903 e sepultado na Basílica de São João de Latrão, em Roma.

Durante a entrevista, o Papa Francisco admite renunciar ao cargo, como Bento XVI fez em 2013, se a sua saúde piorar muito. Contudo, acredita que as renúncias papais não se devem tornar numa norma.

O papa Francisco tem agendado para o próximo ano três viagens, para a Polinésia Francesa, para a Bélgica e para a sua terra natal, a Argentina, a primeira visita que faz ao país desde que foi eleito, em 2013.

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