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UE sob pressão em 'desviar' Hungria do caminho da Ucrânia até fim do ano

A União Europeia (UE) está sob pressão até ao final do ano para encontrar uma maneira de desbloquear dos 50 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e iniciar as negociações para a adesão ao bloco.

UE sob pressão em 'desviar' Hungria do caminho da Ucrânia até fim do ano
Notícias ao Minuto

10:47 - 10/12/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Com apenas mais uma reunião do Conselho Europeu até ao final do ano e o parecer positivo da Comissão Europeia para abrir as negociações com a Ucrânia para a adesão à UE, os 27 têm agora outro obstáculo: a irredutibilidade húngara.

A proximidade entre o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o Presidente russo, Vladimir Putin, já era conhecida e a Hungria foi desde fevereiro do ano passado o país mais cético ao apoio prestado à Ucrânia.

Mas no final de outubro Orbán foi mais longe e disse, sem rodeios, que a estratégia da UE para o país invadido pela Rússia "falhou" e que era necessário repensar a adesão e todo o apoio.

Em causa estão 50 mil milhões de euros para ajudar o país a fazer face à invasão russa e a reerguer-se em simultâneo, que a Hungria, cuja aprovação a Hungria já ameaçou impedir.

Na primeira semana de dezembro, o primeiro-ministro húngaro classificou a Ucrânia com um dos países mais corruptos do mundo e já tinha dito que a adesão ao bloco comunitário é contrária aos interesses nacionais de Budapeste, acentuando a oposição à estratégia de apoio dos 27.

O impasse húngaro esbarra com a necessidade de continuar a cadência de apoio à Ucrânia e de gerir as expetativas de um país que já viu cortadas as ambições a curto prazo para aderir à Aliança Atlântica e resfriadas as pretensões de uma adesão rápida à UE.

O presidente do Conselho, Charles Michel, chegou a ir a Budapeste no dia 27 de novembro para tentar desbloquear o finca-pé húngaro, sem sucesso.

A irredutibilidade da Hungria pode ter origem na pretensão de Orbán de 'chantagear' Bruxelas a desbloquear os milhares de milhões de euros de financiamento congelado e também como uma maneira de segurar o eleitorado antieuropeísta do país.

Para o final do ano também está reservada a conclusão das negociações entre chefes de Estado e de Governo para 'fechar' a revisão do Quadro Financeiro Plurianual, o orçamento europeu a longo prazo.

Na revisão, o quadro financeiro da UE está orçado em 2,018 biliões de euros, para preços correntes. Contudo, países como a Alemanha querem reduzir o montante geral.

Se não houver um acordo sobre a revisão, a UE pode precisar de um orçamento retificativo para 2024.

Nas últimas semanas, Charles Michel tem viajado para diferentes Estados-membros para medir o pulso às negociações e tentar fechá-las antes do final do ano, sabendo que há matérias onde vai ser impossível impedir que resvale para o próximo ano.

Contudo, face à instabilidade geopolítica internacional, numa altura em que ainda é impossível prever a contaminação do conflito entre Israel e o movimento islamita Hamas ao resto do Médio Oriente e os Estados Unidos poderão 'fechar a torneira' à Ucrânia, a UE quer ver o orçamento a longo prazo revisto para robustecer a "resiliência" europeia, na qual a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, tem insistido.

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