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MSF acusam Conselho de Segurança de ser "cúmplice do massacre" em Gaza

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusa o Conselho de Segurança das Nações Unidas de ser "cúmplice do massacre" na Faixa de Gaza por falta de ação, num comunicado divulgado hoje.

MSF acusam Conselho de Segurança de ser "cúmplice do massacre" em Gaza
Notícias ao Minuto

18:43 - 08/12/23 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"Até à data, a inatividade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e os vetos dos Estados-membros, nomeadamente dos Estados Unidos, tornam-nos cúmplices do massacre em curso", escreve a ONG.

"Hoje, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve exigir um cessar-fogo imediato e duradouro e levantamento do cerco. Esta responsabilidade recai sobre cada membro, a história julgará qualquer atraso em pôr fim a este massacre", realça a MSF.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, convocou uma reunião de emergência do Conselho para hoje sobre a situação humanitária em Gaza.

"A campanha israelita de assassínios indiscriminados, de negação de acesso a cuidados de saúde e de repetidas deslocações forçadas tornou insuportáveis ??as condições de vida de mais de dois milhões de pessoas" na Faixa de Gaza, acusa ainda aquela Organização Não-Governamental (ONG).

Israel impôs um cerco total ao território palestiniano desde 09 de outubro, dois dias após o ataque dos comandos do Hamas, que deixou 1.200 mortos, a maioria civis, em Israel, e cerca de 240 reféns.

Em retaliação, Israel bombardeou o território palestiniano e lançou uma ofensiva terrestre em 27 de outubro, interrompida no final de novembro por uma semana de tréguas, durante a qual foram libertados 105 reféns. Mas as hostilidades foram retomadas desde então. Segundo o governo do Hamas, mais de 17 mil pessoas, 70% delas mulheres e menores, morreram.

A ajuda humanitária que entra no território palestiniano, sob estritas restrições israelitas, "não é nada comparada às necessidades", disse Christopher Lockyear, secretário-geral da MSF Internacional.

"Os nossos colegas sentem-se desamparados quando ouvem crianças dizer-lhes que preferem morrer a continuar a sofrer", afirmou, citado no comunicado de imprensa.

"As pessoas estão desesperadas por comida, por causa do cerco cruel que lhes foi imposto", acrescentou.

"Não agir agora, declarando um cessar-fogo total e acabando com o cerco, seria imperdoável", insistiu, acrescentando: "os nossos médicos nada podem fazer pelos mortos".

O responsável da MSF denuncia "uma guerra total que não poupa os civis".

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