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'Fridays for Future' junta dezenas pelo fim dos combustíveis fósseis

O movimento "Fridays for Future" juntou hoje várias dezenas de pessoas, a maioria jovens, na cimeira do clima numa demonstração para exigir o fim dos combustíveis fósseis e defender que "não há justiça climática sem direitos humanos".

Notícias ao Minuto

08:31 - 08/12/23 por Lusa

Mundo COP28

Convocada pelo movimento internacional "Fridays for Future", foi uma das várias ações em que ativistas climáticos pedem o fim da exploração de combustíveis fósseis na 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), a decorrer no Dubai.

Numa cimeira que tem como país anfitrião um dos maiores produtores de combustíveis fósseis (os Emirados Árabes Unidos) e é presidida pelo líder da petrolífera estatal Adnoc, os ativistas acusaram a organização de conflito de interesses, afirmando que à mesa das negociações sentam-se também lobistas dos combustíveis fósseis.

Mas mais do que exigir o fim progressivo dos combustíveis fósseis, o movimento insistiu que "não há justiça climática sem direitos humanos".

A mensagem foi partilhada nos testemunhos de dezenas de jovens, provenientes das mais diversas regiões do mundo, sobretudo do chamado sul global, de países que, além de impactados pelas consequências das alterações climáticas, estão enfrentam crises humanitárias ou conflitos.

De Cabul, Afeganistão, Zarifa lamentou o "silêncio sufocante da inação" da comunidade internacional e defendeu a integração das mulheres na discussão das políticas de ação climática, sobretudo das meninas afegãs, forçadas a deixar a escola, depois da tomada do poder pelos talibãs.

"Estamos na linha da frente da crise humanitária e da ação climática, mas não recebemos qualquer atenção na COP", lamentou a jovem.

De outras regiões do planeta, como o Pacífico, a Amazónia ou África Subsariana ou o sudeste asiático, vários ativistas lembraram que os países em desenvolvimento são aqueles que mais sofrem as consequências, apesar de serem também os que menos contribuíram para as alterações climáticas.

Mas enquanto lutam pela preservação da natureza nas suas terras, enfrentam muitas vezes a ocupação dos territórios, sublinha Rhida, proveniente de uma aldeia no sudeste asiático que não identificou.

Entre os gritos de apelo pela justiça climática e pela defesa dos direitos humanos, ouviu-se também a voz de Valeria, uma jovem ucraniana que relatou o ataque russo à sua cidade natal há poucos dias.

"E há dois dias (quarta-feira) tivemos aqui o responsável pela guerra no meu país. É surreal", disse, em referência à visita do Presidente russo, Vladimir Putin, aos Emirados Árabes Unidos, para uma reunião em Abu Dabi com o Presidente Mohamed bin Zayed.

A COP28 começou em 30 de novembro e está a decorrer até dia 12 no Dubai, tendo arrancado hoje a segunda semana de cimeira, que termina com, pelo menos, dois dias de negociações finais.

Leia Também: COP28. Combustíveis fósseis 'unabated' dividem na conferência do clima

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