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MP japonês pede pena de morte para incendiário que causou 36 mortos

O Ministério Público do Japão pediu a pena de morte para o homem acusado do ataque incendiário a um estúdio de animação em Quioto em 2019, que causou 36 mortos, noticiaram hoje os 'media' nipónicos.

MP japonês pede pena de morte para incendiário que causou 36 mortos
Notícias ao Minuto

06:56 - 07/12/23 por Lusa

Mundo Japão

Shinji Aoba, de 45 anos, admitiu ser o incendiário na primeira audiência do julgamento em Quioto, no início de setembro. O veredicto está previsto para 25 de janeiro.

"Não pensei que morressem tantas pessoas e agora acho que fui longe demais", disse na altura.

Ele próprio ficou gravemente queimado no incêndio e vai comparecer no julgamento numa cadeira de rodas.

Os advogados declararam-no inocente, argumentando que não tinha "a capacidade de distinguir entre o certo e o errado" devido a problemas psiquiátricos.

No entanto, foi acusado em dezembro de 2020, depois de o Ministério Público o ter considerado "plenamente responsável pelos seus atos" e mentalmente apto para ser julgado.

Shinji Aoba agiu por "vingança baseada num rancor deslocado", segundo a acusação.

Este não tinha qualquer ligação com o estúdio Kyoto Animation (apelidado de "KyoAni"), mas culpou-o pelo roubo de uma ideia para um guião, segundo os meios de comunicação social.

A tragédia do KyoAni, que também deixou feridos cerca de trinta membros do pessoal do estúdio, teve um enorme impacto tanto no Japão como no estrangeiro.

Fundado em 1985 e conhecido pela qualidade da sua produção, o KyoAni continua em atividade, tendo prosseguido as atividades apesar da tragédia.

O tribunal de Quioto não se mostrou imediatamente disponível para confirmar a decisão do Ministério Público, segundo a imprensa local.

Tal como os Estados Unidos, o Japão é um dos poucos países democráticos que ainda permite a pena de morte, executada por enforcamento. A opinião pública japonesa continua a ser maioritariamente favorável, apesar das críticas.

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