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Justiça dos EUA acusa quatro soldados russos de crimes de guerra

O Departamento de Justiça dos EUA informou hoje que apresentou acusações de crimes de guerra contra quatro militares russos por alegados sequestros e torturas a um cidadão norte-americano durante a invasão da Ucrânia.

Justiça dos EUA acusa quatro soldados russos de crimes de guerra
Notícias ao Minuto

16:31 - 06/12/23 por Lusa

Mundo Ucrânia

O caso marca o primeiro processo contra russos relacionado com atrocidades durante a invasão da Ucrânia e é o primeiro caso de crimes de guerra que envolve a vitimização de um norte-americano, segundo as autoridades dos Estados Unidos.

Os quatro russos são identificados como membros das Forças Armadas da Rússia ou das suas unidades e dois deles são descritos como oficiais superiores.

Nenhum dos quatro está ainda sob custódia.

Os russos são acusados de sequestrar o norte-americano após o removerem da sua casa numa vila ucraniana, em 2022.

O cidadão norte-americano foi espancado e interrogado enquanto estava detido, ao longo de 10 dias, num complexo militar russo.

A vítima disse a agentes federais dos EUA que viajaram para a Ucrânia no ano passado -- no âmbito de uma investigação - que os soldados russos o sequestraram, despiram, lhe apontaram uma arma à cabeça e o espancaram.

"As provas recolhidas pelos nossos agentes falam da brutalidade, criminalidade e depravação da invasão da Rússia", disse o secretário de Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas.

Especialistas independentes em direitos humanos apoiados pelos EUA afirmaram ter encontrado provas de crimes de guerra cometidos pelas forças russas, incluindo tortura, que culminaram na morte e violação de mulheres com idades até aos 83 anos.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de detenção contra o Presidente russo, Vladimir Putin, em março deste ano, por crimes de guerra, acusando-o de responsabilidade pessoal pelos raptos de crianças da Ucrânia.

Os Estados Unidos não são membros do TPI, mas o Departamento de Justiça tem cooperado com esta organização com sede nos Países Baixos e tem apoiado os procuradores ucranianos na condução das suas próprias investigações de crimes de guerra.

As acusações hoje conhecidas têm sobretudo significado simbólico, tendo em conta a probabilidade elevada de qualquer um dos quatro réus nunca chegar a ser levado perante um tribunal.

Leia Também: Tribunal Internacional investiga crimes de guerra na Palestina

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