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Israel eleva avisos de viagem para a maioria dos países europeus

O Conselho de Segurança Nacional de Israel elevou hoje os avisos de viagem para a maioria dos países europeus, especialmente os situados no extremo ocidental do continente, que foram colocados no nível de ameaça dois.

Israel eleva avisos de viagem para a maioria dos países europeus
Notícias ao Minuto

21:36 - 04/12/23 por Lusa

Mundo Israel

Com esta medida, as autoridades israelitas apelam aos seus cidadãos para que "tenham um cuidado extra" quando viajarem para países como Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália, entre outros. Na Bósnia-Herzegovina e na Albânia, o nível de alerta é mais elevado.

Países da América do Sul, como Brasil, Argentina, Chile, Venezuela e Bolívia, e países como a China e a Rússia, bem como a parte sul da Índia, enquadram-se igualmente no nível dois de ameaça, de acordo com a mesma fonte.

As autoridades israelitas classificaram a maior parte dos países do Norte de África e do Sahel, do Médio Oriente e da região do Golfo Pérsico no nível três de alerta, pedindo aos israelitas para "reconsiderar as viagens não essenciais".

Em contrapartida, o Conselho de Segurança de Israel considera que os países da América do Norte e Central, os países continentais do Sudeste Asiático, a Mongólia, a Coreia do Norte, a Coreia do Sul e o Japão, entre outros, são destinos seguros.

Outros países europeus, como a Noruega, a Finlândia, os países bálticos, a Polónia, a Bielorrússia e grande parte dos Balcãs também estão abrangidos pelo nível um de alerta.

As autoridades israelitas reconheceram que, desde o início das operações na Faixa de Gaza contra o grupo islamita palestiniano Hamas, houve um aumento dos esforços do Irão e dos seus aliados contra alvos israelitas e judaicos em todo o mundo.

"Verifica-se um aumento constante e significativo do incitamento, das tentativas de ataque e das manifestações de antissemitismo em muitos países", declarou ainda o Conselho de Segurança israelita.

A guerra em curso no Médio Oriente começou em 07 de outubro, após um ataque do braço armado do movimento islamita palestiniano Hamas, que incluiu o lançamento de milhares de 'rockets' para Israel e a infiltração de cerca de 3.000 combatentes que mataram mais de 1.200 pessoas, na maioria civis, e sequestraram outras 240 em aldeias israelitas próximas da Faixa de Gaza.

Em retaliação, as Forças de Defesa de Israel dirigiram uma implacável ofensiva por ar, terra e mar àquele enclave palestiniano, que enfrenta uma grave crise humanitária perante o colapso de hospitais e a ausência de abrigos, água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo movimento islamita palestiniano Hamas desde 2007, aumentaram hoje o número de mortos na ofensiva israelita para quase 15.900, enquanto mais de 250 palestinianos morreram às mãos das forças de Telavive ou em ataques levados a cabo por colonos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental desde 07 de outubro.

As partes cessaram as hostilidades durante uma semana no âmbito de uma trégua mediada por Qatar, Egito e Estados Unidos, mas os confrontos regressaram na sexta-feira passada após falta de entendimento para prorrogar o acordo.

A campanha militar israelita tem suscitado várias críticas a nível internacional, devido ao elevado número de vítimas civis.

Leia Também: Exército israelita e Hezbollah trocam disparos na fronteira, diz Telavive

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