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Governo israelita pede demissão da diretora da ONU Mulheres

Israel pediu hoje a demissão da diretora da ONU Mulheres, Sami Bahous, por considerar que assumiu uma posição vergonhosa sobre o ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em 07 de outubro contra comunidades israelitas junto da Faixa de Gaza.

Governo israelita pede demissão da diretora da ONU Mulheres
Notícias ao Minuto

20:11 - 02/12/23 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"Apelo à diretora-executiva da ONU Mulheres, que não conseguiu cumprir a sua missão neste momento crítico, a demitir-se (...). A conduta da ONU Mulheres, do secretário-geral da ONU e de outras agências da ONU desde o massacre de 07 de outubro é vergonhoso", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, na rede social X (antigo Twitter).

Esta declaração surge um dia depois de a ONU Mulheres ter emitido uma declaração "repudiando inequivocamente os ataques brutais do Hamas contra Israel".

"Estamos alarmados com os numerosos relatos de atrocidades baseadas no género e violência sexual durante estes ataques. É por isso que apelamos a que todos os casos de violência baseada no género sejam devidamente investigados e processados", acrescentou.

O ministro israelita considerou que esta declaração é "fraca e tardia, depois de quase dois meses de silêncio durante os quais foram ignorados os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e os crimes de género cometidos pela organização terrorista Hamas".

"A proposta de entregar a investigação à Comissão de Inquérito da ONU junta insulto à ferida, uma vez que [a instituição] é composta por um grupo de notórios antissemitas", sublinhou Cohen.

A ONU Mulheres lamentou na sexta-feira o rompimento da trégua entre Israel e o Hamas e o reinício da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, enclave palestiniano controlado pelo grupo islamita desde 2007, reiterando que "todas as mulheres, israelitas e palestinianas, como todas as outras pessoas, têm direito a uma vida segura e livre de violência."

A instituição também apelou à paz e à libertação de todos os reféns sequestrados pelo Hamas.

Em 22 de novembro, Israel acusou o Conselho de Segurança da ONU, a UNICEF e a ONU Mulheres de se aliarem sistematicamente ao Hamas e de ignorarem o sofrimento ou os dados das vítimas que lhes foram fornecidos pelo Governo israelita.

A guerra em curso começou em 07 de outubro, após um ataque do braço armado do movimento islamita palestiniano Hamas, que incluiu o lançamento de milhares de 'rockets' para Israel e a infiltração de cerca de 3.000 combatentes que mataram mais de 1.200 pessoas, na maioria civis, e sequestraram outras 240 em aldeias israelitas próximas da Faixa de Gaza.

Em retaliação, as Forças de Defesa de Israel dirigiram uma implacável ofensiva por ar, terra e mar àquele enclave palestiniano, fazendo mais de 15.000 mortos, deixando cerca de 6.000 pessoas sepultadas sob os escombros e 1,7 milhões de deslocados, que enfrentam uma grave crise humanitária, perante o colapso de hospitais e a ausência de abrigo, água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

As partes cessaram as hostilidades durante uma semana no âmbito de uma trégua mediada por Qatar, Egito e Estados Unidos, mas os confrontos regressaram na sexta-feira após falta de entendimento para prorrogar o acordo.

Durante a pausa nos combates, 105 reféns do Hamas foram libertados na Faixa de Gaza, incluindo 81 israelitas e 24 estrangeiros, enquanto Israel entregou 240 prisioneiros palestinianos, todos mulheres e menores, e foi permitida a entrada de ajuda humanitária no território.

Leia Também: ONU alarmada com "numerosas denúncias" de violência sexual pelo Hamas

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