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Jihad Islâmica Palestiniana reivindica lançamento de 'rockets' em Israel

A milícia Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) reivindicou várias séries de 'rockets' hoje lançadas sobre o centro e o sul do território israelita, onde as sirenes antiaéreas continuavam a soar à noite, intercaladas com fortes estrondos.

Jihad Islâmica Palestiniana reivindica lançamento de 'rockets' em Israel
Notícias ao Minuto

22:01 - 01/12/23 por Lusa

Mundo JIP

O Exército de Israel confirmou que as sirenes foram ativadas no centro do país, na zona de Lakhish, bem como nas localidades próximas da Faixa de Gaza.

Por sua vez, as Brigadas Al-Quds, o braço armado da JIP, reivindicaram "intensos lançamentos de mísseis para Telavive, Ashdod, Ascalon e cidades das profundezas sionistas, em resposta aos massacres do inimigo contra o povo palestiniano e como continuação da batalha".

Num comunicado, a organização indicou também ter "repetido o seu bombardeamento da cidade ocupada de Jerusalém".

O serviço de emergência Magen David Adom disse que, até agora, não se registaram danos ou vítimas.

Quinta-feira foi o sétimo e último dia de uma trégua negociada pelo Qatar, o Egito e os Estados Unidos, que representou uma pausa na guerra eclodida em 07 de outubro entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas.

Israel e o Hamas culparam-se mutuamente de romper a trégua e, na madrugada de hoje, reabriram fogo, apesar da cada vez maior pressão internacional para prolongar o cessar-fogo.

Só hoje, pelo menos 178 pessoas morreram e outras 589 ficaram feridas em consequência dos bombardeamentos israelitas à Faixa de Gaza, na maioria mulheres e crianças, indicou o Ministério de Saúde daquele território palestiniano desde 2007 controlado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), ao passo que do lado israelita não houve vítimas.

A guerra começou em 07 de outubro, após um ataque do braço armado do Hamas que incluiu o lançamento de milhares de 'rockets' para Israel e a infiltração de cerca de 3.000 combatentes que massacraram mais de 1.200 pessoas, na maioria civis, e sequestraram outras 240 em aldeias israelitas próximas da Faixa de Gaza.

Desde então, as Forças Armadas de Israel mantiveram uma implacável ofensiva por ar, terra e mar àquele enclave palestiniano, fazendo mais de 15.000 mortos, cerca de 6.000 pessoas sepultadas sob os escombros e 1,7 milhões de deslocados, que enfrentam uma grave crise humanitária, perante o colapso de hospitais e a ausência de abrigo, água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Hoje à noite, o Exército israelita prosseguiu os ataques ao enclave.

"Nas últimas horas, a infraestrutura terrorista na Faixa de Gaza foi localizada e atacada. Os alvos incluíram centros de comando operativo [...], instalações subterrâneas e um complexo militar a partir de onde eram lançados mísseis antitanque contra os soldados", indicou um porta-voz militar.

As tropas israelitas também "eliminaram várias células terroristas em toda a Faixa, entre as quais uma com mais de dez terroristas", acrescentou, precisando que os militares israelitas desmantelaram duas células que "lançavam granadas de morteiro contra as tropas".

Leia Também: Egito mantém "contactos urgentes" com Telavive e Hamas para nova trégua

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