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Trump agiu de "boa fé" ao questionar resultados de 2020, dizem advogados

Os advogados do ex-presidente norte-americano Donald Trump consideram que este agiu "de boa fé" aos questionar os resultados das eleições de 2020, exigindo que os procuradores entreguem qualquer prova relacionada com irregularidades na votação e potencial interferência estrangeira.

Trump agiu de "boa fé" ao questionar resultados de 2020, dizem advogados
Notícias ao Minuto

00:03 - 29/11/23 por Lusa

Mundo EUA

Numa moção da defesa, interposta na segunda-feira no tribunal federal de Washington e citada pela agência de notícias Associated Press, é referido que Trump não era obrigado a aceitar os julgamentos de funcionários do Governo, que reiteradamente não encontraram fraude generalizada nas eleições.

A defesa levanta a possibilidade de elementos estrangeiros poderem ter influenciado as eleições e alega que as autoridades federais deram "falsas garantias" ao público sobre a segurança do ato eleitoral, que "ultrapassaram" o que o Governo de facto sabia.

"Não era irrazoável na altura, e certamente não era criminoso, que o presidente Trump discordasse dos funcionários agora favorecidos pela acusação, e, em vez disso, confiasse no julgamento independente do povo americano", escreveram os advogados.

A apresentação desta moção é a demonstração mais clara de que os advogados de Trump esperam conseguir semear dúvidas num júri sobre a legitimidade do ato eleitoral, ou pelo menos provar que o seu ceticismo foi justificado e não motivado por intenção criminosa.

Os advogados tentam forçar a equipa do procurador Jack Smith a produzir informação que, segundo eles, poderiam ajudar a defesa, incluindo o "impacto de influência estrangeira" e "acordos reais e tentados de infraestrutura eleitoral", bem como provas de potencial "preconceito político", que poderia ter moldado a avaliação da comunidade sobre as eleições.

Tribunais de todo o país consideraram não haver provas de fraude que pudesse ter afetado o resultado, e o departamento de segurança cibernética do Departamento de Segurança Interna considerou-o "o mais seguro da história norte-americana".

Trump foi indiciado no início de agosto por quatro acusações de conspirar para tentar reverter os resultados de derrota para o Democrata Joe Biden nas eleições de 2020.

O processo de subversão eleitoral federal é um dos quatro processos criminais contra Trump neste caso que corre num tribunal em Washington DC.

A equipa do procurador especial Smith abriu um processo federal separado, acusando-o de reter ilegalmente documentos confidenciais na sua mansão em Palm Beach, Florida, em Mar-a-Lago, e de se recusar a devolvê-los.

Este caso tem julgamento marcado para o dia 20 de maio do próximo ano.

Trump também enfrenta casos judiciais estaduais em Nova Iorque e na Geórgia.

Os procuradores de Manhattan acusam-no de falsificar registos comerciais num caso relacionado com o pagamento a uma atriz pornográfica para obter o seu silêncio numa relação extramatrimonial.

Os promotores do condado de Fulton, na Geórgia, acusam Trump e outras 18 pessoas de uma conspiração para alterar os resultados das eleições presidenciais de 2020 naquele estado.

Trump apresentou-se em meados de novembro numa cadeia da Geórgia, sobre este caso, posando para a primeira foto policial de um ex-Presidente dos EUA na história norte-americana.

Trump alega inocência em todas as acusações, dizendo que as investigações têm motivação política e são uma tentativa de interferência para o impedir de regressar à Casa Branca.

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