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ONU diz inaceitável ataque nos Camarões e exige libertação de civis

As Nações Unidas classificou hoje como inaceitável a morte de nove pessoas em consequência do ataque registado terça-feira num mercado na cidade camaronesa de Bamenyam, oeste do país, e apelou à libertação dos civis raptados.

ONU diz inaceitável ataque nos Camarões e exige libertação de civis
Notícias ao Minuto

17:35 - 23/11/23 por Lusa

Mundo Camarões

A posição da ONU foi expressa em comunicado assinado pelo porta-voz do gabinete de Direitos Humanos da organização, Seif Magango, que apelou à responsabilização dos culpados.

Segundo fontes oficiais, o ataque foi perpetrado por milicianos separatistas anglófonos.

"Os ataques contra civis são inaceitáveis", reiterou Seif Magango, que apelou à "libertação imediata de todas as pessoas raptadas, bem como à realização de investigações exaustivas, imparciais e independentes sobre todos os ataques contra civis, a fim de garantir a justiça e a responsabilização".

Magango recordou que se trata do segundo ataque destes grupos armados em novembro.

No passado dia 06, detalhou, pelo menos 25 civis foram mortos na aldeia de Egbekaw, situada na mesma região, somando-se aos milhares de vítimas, entre mortos, feridos e deslocados desde o início da crise no final de 2016, depois de o Presidente Paul Biya, que governa o país com mão de ferro há 41 anos, ter reprimido violentamente as manifestações pacíficas dos anglófonos das duas regiões, que se sentiam ostracizados e marginalizados pelo governo central desta antiga colónia francesa.

Desde então, o chefe de Estado, atualmente com 90 anos, reage às atividades separatistas com envio maciço de tropas, intensificando a repressão, que tem sido denunciada por organizações de direitos humanos por alegadas atrocidades.

Segundo o International Crisis Group, o conflito já causou mais de 6.000 mortos e obrigou à deslocação de mais de um milhão de pessoas.

Os grupos separatistas operam principalmente nas regiões noroeste e sudoeste, as duas regiões maioritariamente anglófonas do país, que foram abaladas pelo conflito na sequência da repressão dos movimentos separatistas após a autoproclamação da independência da Ambazónia em 01 de outubro de 2017.

Desde então, os grupos armados proliferaram e o apoio aos separatistas, até então bastante marginal, aumentou.

Leia Também: Pelo menos 20 mortos em ataque de separatistas anglófonos nos Camarões

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