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Dois dos bebés prematuros morreram antes de serem retirados de Al-Shifa

As crianças perderam a vida na noite anterior à operação de transferência "por falta de cuidados", anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dois dos bebés prematuros morreram antes de serem retirados de Al-Shifa
Notícias ao Minuto

13:05 - 21/11/23 por Daniela Carrilho com Lusa

Mundo Israel/Palestina

Dois dos 33 bebés prematuros que estavam no hospital Al-Shifa, na Faixa de Gaza, morreram antes de serem retirados e enviados para o Egito no domingo, revelou uma porta-voz da Organização Mundial de Saúde, citada pela Al Jazeera.

"Morreram apenas nessa noite devido à falta de cuidados que lhes foram prestados", disse Christian Lindmeier, em declarações aos jornalistas, em Genebra.

No domingo, a agência de saúde da ONU ajudou a retirar 31 das crianças de al-Shifa, das quais 28 foram transferidas para o Egito através da fronteira de Rafah já na segunda-feira, através da passagem de Rafah, a única saída de Gaza que não é controlada por Israel.

Os outros três estão agora num hospital no sul de Gaza, juntamente com as suas famílias.

Entretanto, a UNICEF revelou que 20 dos 28 bebés retirados para o Egito estavam "desacompanhados".

"Sete mães acompanharam oito bebés", disse o porta-voz James Elder, acrescentando que dois dos bebés eram gémeos.

As razões pelas quais a maioria dos bebés não foram acompanhados variam. Enquanto alguns dos pais não tinham conseguido entrar no Egito, outros eram "órfãos", destacou Elder.

De recordar que o exército israelita, em guerra com o Hamas na Faixa de Gaza, lançou um ataque a al-Shifa na semana passada, alegando que o hospital albergava uma base do movimento islamista palestiniano.

O Hamas negou as alegações do exército israelita.

A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do grupo palestiniano em solo israelita, em 07 de outubro, que matou cerca de 1.200 pessoas, sobretudo civis, segundo as autoridades.

O exército israelita calcula igualmente que o Hamas raptou cerca de 240 pessoas que mantém como reféns em Gaza.

Na Faixa de Gaza, mais de 13.300 pessoas foram mortas pelos bombardeamentos israelitas, incluindo mais de 5.600 crianças, de acordo com o Hamas, que controla o território desde 2007.

Israel, Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas como uma organização terrorista.

Leia Também: Bebés retirados de Gaza para o Egito estão em estado crítico

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