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Combates no Sudão aproximam-se da fronteira com o Sudão do Sul, diz ONU

Os combates no Sudão estão a aproximar-se da fronteira com o Sudão do Sul e da região de Abyei, disputada entre os dois países, segundo uma representante da ONU, que manifestou hoje preocupação pelo sucedido.

Combates no Sudão aproximam-se da fronteira com o Sudão do Sul, diz ONU
Notícias ao Minuto

20:46 - 06/11/23 por Lusa

Mundo Sudão do Sul

O conflito que eclodiu no Sudão em abril entre o exército regular, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhane, e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), comandados pelo general Mohamed Hamdane Daglo, tem "importantes consequências humanitárias, de segurança, económicas e políticas que preocupam os dirigentes do Sudão do Sul", declarou a enviada da ONU para o Corno de África, Hanna Tetteh.

"Com os desenvolvimentos militares no Sudão, e a recentemente tomada pelas RSF do aeroporto e do campo petrolífero de Belila (no estado sudanês do Cordofão Ocidental), o confronto militar entre as Forças Armadas Sudanesas e as RSF está a aproximar-se da fronteira de Abyei e da fronteira com o Sudão do Sul", acrescentou, durante uma reunião do Conselho de Segurança dedicada ao conflito.

A ganesa Tetteh acrescentou que, com esta ofensiva no Cordofão Ocidental, as RSF controlam "uma parte da fronteira com o Sudão do Sul".

Constatando a "proximidade" de certos grupos da tribo Misseriya com as Forças de Apoio Rápido e "as campanhas de recrutamento das partes beligerantes", a enviada especial manifestou-se preocupada com o impacto sobre o território em disputa, nomeadamente sobre "a já frágil coexistência entre os Misseriya e os Ngok Dinka".

A região, rica em petróleo, regista desde há muito tensões entre a comunidade Ngok Dinka e os pastores Misseriya que atravessam a região em busca de pasto.

Abyei, situada entre o Sudão e o Sudão do Sul, tem sido um ponto de tensão entre os dois países desde que o Sul se tornou independente em julho de 2011.

O conflito, que eclodiu no Sudão em abril, "interrompeu os sinais encorajadores de diálogo entre o Sudão e o Sudão do Sul", comentou Jean-Pierre Lacroix, chefe da missão de manutenção da paz da ONU.

"Isto suspendeu o processo político relativo ao estatuto definitivo de Abyei e às questões fronteiriças", acrescentou.

O Conselho de Segurança deverá votar até ao final do mês a prorrogação da missão de manutenção da paz da ONU em Abyei (Fisnua), que foi criada em 2011 e conta atualmente com cerca de 4.000 militares e polícias.

Leia Também: ONU alerta que repressão no Sudão do Sul ameaça paz e eleições credíveis

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