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Política de coesão "não pode sobreviver se permanecermos defensivos"

O presidente do Comité das Regiões, Vasco Cordeiro, alertou hoje, em Bruxelas, que a política de coesão não conseguirá sobreviver se não responder às necessidades de todas as comunidades da União Europeia (UE).

Política de coesão "não pode sobreviver se permanecermos defensivos"
Notícias ao Minuto

20:21 - 12/10/23 por Lusa

País Coesão territorial

O alerta marcou a sessão de encerramento da Semana Europeia das Regiões e Cidades 2023, que decorreu em Bruxelas, na Bélgica, desde segunda-feira, juntando dirigentes locais e regionais de vários países da UE.

A política de coesão "não pode sobreviver no seu estado atual se permanecermos puramente defensivos e se ela não responder às necessidades e dificuldades que os cidadãos europeus sentem no seu dia-a-dia, em todas as nossas comunidades", afirmou Vasco Cordeiro no discurso em que saudou a "incrível mobilização das pessoas para debater e ajudar a construir algo novo".

O presidente do comité sublinhou igualmente a urgência de "trabalhar para a retenção de talentos para que possa melhor servir as comunidades, a curto e a longo prazo", considerando que alguns dos maiores desafios que as regiões terão que enfrentar só poderão ser superados se as pessoas estiverem preparadas para questões como as transições verde e digital, exemplificou.

Vasco Cordeiro lembrou alguns dados do Relatório sobre o Estado das Regiões e Cidades, apresentado durante a Semana das Regiões, e que apontam para que até 2033, cerca de 30 milhões de pessoas abandonem as zonas rurais.

"É catastrófico", disse, sustentando que políticas assentes na coesão podem contribuir para combater o desafio demográfico.

"Através da política de coesão esta questão pode ser resolvida. Ninguém decide ficar num meio rural ou periférico porque lhes dizem, mas se houver serviços públicos, onde criar os filhos, cuidados para os idosos, oportunidades económicas para ter um emprego esse cenário muda. E isso é tudo uma questão de coesão", explicou.

Segundo o antigo presidente do Governo Regional dos Açores, foi por isso que o Comité da Regiões "assumiu o compromisso de começar a trabalhar, desde já, na renovação desta política, para que ela saia mais forte e mais capaz de responder a essas necessidades cada vez mais complexas".

A 21.ª Semana Europeia das Regiões e dos Municípios decorreu em Bruxelas, entre os dias segunda-feira e hoje, e contou, segundo a organização, com mais de 7.000 participantes.

O evento, organizado anualmente pelo Comité das Regiões, "permite que cidades e regiões mostrem a sua capacidade de criar crescimento e emprego, implementar a Política de Coesão da União Europeia e provar a importância do nível local e regional para a boa governação europeia", lê-se numa nota enviada às redações.

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