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Milhares em Maputo para reclamar "vitória" da Renamo nas eleições

Milhares de pessoas, entre simpatizantes da Renamo e vendedores informais, saíram hoje à rua em Maputo para reclamar "vitória" do candidato do principal partido da oposição nas eleições autárquicas na cidade, embora sem confirmação da Comissão Nacional de Eleições.

Milhares em Maputo para reclamar "vitória" da Renamo nas eleições
Notícias ao Minuto

18:55 - 12/10/23 por Lusa

Mundo Maputo

"A vitória está feita, a Renamo ganhou Maputo e nós vamos fazer valer a vontade de todos os moçambicanos", disse à comunicação social o deputado Muhamad Yassine, no meio de gritos de milhares de simpatizantes do seu partido, à porta da sede da Renamo na cidade de Maputo.

Apesar desta reivindicação, continua sem haver qualquer informação oficial sobre resultados destas eleições, em todo o país, por parte do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) ou da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Liderada pelo candidato do partido, Venâncio Mondlane, a caravana do "resgate à cidade de Maputo", como é apelidada pelos simpatizantes da Renamo, percorreu a baixa da capital moçambicana, quase sempre com milhares de pessoas, entre simpatizantes e comerciantes informais, cantando "povo no poder", título de uma das músicas do 'rapper' de intervenção social Azagaia, que perdeu a vida em março deste ano.

"Estas são as eleições autárquicas que demarcam uma transição democrática, que passa, primeiro, pelo início de uma transição política", disse à comunicação social Venâncio Mondlane, pendurado no teto de abrir de uma viatura escoltada por milhares de pessoas, sem presença da polícia.

Venâncio Mondlane, 49 anos, é engenheiro florestal e deputado no parlamento, sendo classificado pelos seus simpatizantes como VM7 - o CR7 da política moçambicana, numa alusão a Cristiano Ronaldo.

Mondlane tentou nestas eleições, uma vez mais, "resgatar Maputo", como avança no seu 'slogan', após ter sido derrotado no escrutínio de 2018 com 36,43% dos votos, contra 56,95% do candidato da Frelimo.

Venâncio Mondlane saiu em 2018 do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro partido parlamentar, para a Renamo, numa de várias movimentações de candidatos inéditas em eleições autárquicas em Moçambique naquele ano.  

As sextas eleições autárquicas em Moçambique decorreram em 65 municípios do país durante o dia de quarta-feira, tendo as urnas encerrado às 18:00 locais (17:00 em Lisboa).

Pouco mais de 4,8 milhões de eleitores podiam votar nestas eleições, tendo a porta-voz do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), Regina Matsinhe, assegurado que se tratou de uma "votação ordeira e pacífica", embora apontando "incidências ao longo do dia".

O STAE não avança com prazos concretos para divulgação de resultados, além dos que estão previstos na legislação. Assim, durante a noite foi feito o apuramento parcial em cada mesa, que pode contar com até 800 eleitores, e publicado o respetivo edital à porta, seguindo-se o apuramento autárquico intermédio, a nível do distrito, num prazo de até três dias após a votação, e depois, até cinco dias, a centralização dos resultados por província.

A Comissão Nacional de Eleições tem depois um prazo de até 15 dias após a votação para publicar os resultados finais.

Os eleitores moçambicanos foram chamados a escolher 65 novos presidentes dos Conselhos Municipais e eleitos às Assembleias Municipais, incluindo em 12 novas autarquias aprovadas por Conselho de Ministros em outubro de 2022, que se juntam a 53 já existentes, num total de 1.747 membros a eleger.

Nas eleições autárquicas de 2018, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) venceu em 44 das 53 autarquias e a oposição em apenas nove, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em oito e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em uma.

Leia Também: Polícia moçambicana detém quatro suspeitos de envolvimento em rapto

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