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"Farsa". Trump chega a tribunal para julgamento por fraude financeira

Ex-presidente diz que julgamento é "continuação da maior caça às bruxas de todos os tempos". Processo poderá custar-lhe o controlo do edifício Trump Tower e de outras propriedades valiosas.

"Farsa". Trump chega a tribunal para julgamento por fraude financeira
Notícias ao Minuto

15:51 - 02/10/23 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo EUA

Donald Trump, ex-presidente nos Estados Unidos, reiterou, esta segunda-feira, que está a ser alvo de uma "caça às bruxas". Estas declarações foram proferidas antes de entrar em tribunal, em Nova Iorque, onde marca presença num julgamento civil, num processo que já resultou na decisão de que o ex-chefe de Estado cometeu fraude empresarial.

"É uma fraude e uma farsa. Só para vocês saberem, as minhas demonstrações financeiras são fenomenais", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Para Trump o julgamento é "uma continuação da maior caça às bruxas de todos os tempos" e tem uma motivação política. "Nenhum banco foi afetado", disse.

Seguiu-se depois um ataque à procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James. 

Esta madrugada, Trump já havia anunciado, na rede social Truth Social, que o próprio criou, que ia comparecer em tribunal "para lutar" pelo seu "nome e reputação".

Na publicação, Trump atacou a procuradora-geral de Nova Iorque, que o está a processar, e o juiz Arthur Engoron, que preside ao julgamento sem júri e que tomou a decisão de fraude na semana passada.

"Todo este caso é uma farsa", escreveu Trump. E acrescentou: "Vemo-nos no tribunal".

Trump não foi a tribunal nem como testemunha nem como espetador quando a sua empresa e um dos seus principais executivos foram condenados por fraude fiscal no ano passado. Também não compareceu no julgamento do início deste ano, em que um júri o considerou responsável por ter agredido sexualmente a escritora E. Jean Carroll.

Nalguns aspetos, porém, este novo julgamento tem riscos mais elevados.

Na semana passada, Engoron declarou Donald Trump e dois dos seus filhos, Donald Trump Jr. e Eric Trump, responsáveis de "fraudes" financeiras "repetidas" nos anos 2010 relacionadas com a avaliação dos ativos da Trump Organization.

Letitia James reclamou 250 milhões de dólares de reparações financeiras e declarações de interdições de dirigir empresas para o ex-presidente e os filhos.

Na decisão, Engoron estimou que Donald Trump e os dois filhos, vice-presidentes executivos da Trump Organization, são "responsáveis" de "violações repetidas" da lei.

Acrescentou que os documentos apresentados pela procuradora-geral mostram "claramente avaliações fraudulentas" dos ativos do grupo por Donald Trump.

O conglomerado empresarial inclui uma diversidade de empresas, que se estende do imobiliário residencial aos hotéis de luxo, passando por clubes de golfe.

Letitia James acusa o multimilionário e os filhos de "inflacionarem" o valor deste património em vários milhares de milhões de dólares para, entre outras vantagens, obterem crédito bancário em condições mais vantajosas, nos anos de 2011 a 2021.

Horas antes da sessão de julgamento de hoje, James reiterou a sua posição de que Trump se envolveu durante anos em "fraudes persistentes e repetidas".

"Não importa quão poderoso seja e quanto dinheiro pensa que tem, ninguém está acima da lei", disse a procuradora, a caminho do tribunal.

Apesar de ter estado presente hoje em tribunal, Trump não deve testemunhar nas próximas semanas.

Leia Também: Trump presente no julgamento que investiga práticas empresariais

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