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Vaticano analisa canonização dos "mártires de Chapotera" em Moçambique

O Vaticano está a analisar a canonização dos padres Sílvio Alves Moreira e João de Deus Gonçalves Kamtedza, missionários jesuítas português e moçambicano assassinados em 1985, conhecidos como "mártires de Chapotera", anunciou hoje o bispo de Tete.

Vaticano analisa canonização dos "mártires de Chapotera" em Moçambique
Notícias ao Minuto

08:56 - 27/09/23 por Lusa

Mundo Vaticano

De acordo com o bispo Diamantino Guapo Antunes, o processo foi iniciado na terça-feira no Dicastério das Causas dos Santos, no Vaticano, com a abertura das "caixas com os documentos do Inquérito Diocesano da Causa de Beatificação e Canonização dos Mártires de Chapotera", o português Sílvio Moreira e moçambicano João de Deus Kamtedza.

O bispo acrescentou que o processo vai agora passar "por um exame sério de consultores históricos e teológicos que vão dar um parecer e um voto sobre o mérito da causa", o qual será depois "submetido ao juízo de uma comissão de Cardeais e Bispos".

"Se esta comissão der um voto positivo, o santo padre em seguida promulga o decreto de martírio e declarará os 'Servos de Deus' João de Deus Gonçalves Kamtedza e Sílvio Alves Moreira Bem-Aventurados, dignos de culto litúrgico e público", explicou o bispo, que se encontra no Vaticano a acompanhar o processo, concluído pela diocese de Tete, centro de Moçambique, em 12 de agosto passado.

O padre Sílvio Alves Moreira nasceu em Portugal e o padre João de Deus Gonçalves Kamtedza é filho de pai português e mãe moçambicana. Ambos foram assassinados "por ódio à fé" em 30 de outubro de 1985, próximo da residência missionária de Chapotera, província de Tete, onde exerciam a missão religiosa.

"A fama de martírio levou a diocese de Tete a iniciar o processo de beatificação e canonização no dia 20 de novembro de 2021 com o juramento dos membros da comissão de inquérito nomeada pelo bispo diocesano", explicou anteriormente aquela instituição.

A comissão diocesana responsável pelo processo de canonização interrogou até junho passado as testemunhas que conheceram os dois missionários e recolheu "informações sobre o seu martírio e fama de martírio".

O padre Sílvio Alves Moreira nasceu em Rio Meão, vila da Feira, em Portugal, em 16 de abril de 1941, tendo entrado no seminário dos Jesuítas em 1952 e professado os votos religiosos em 1959. Frequentou o curso de Teologia na Universidade Católica de Lisboa entre 1968 e 1972 e foi ordenado padre na Covilhã a 30 de julho de 1972. Em Moçambique, o missionário português iniciou o seu trabalho na diocese de Tete, no seminário do Zobuè, rumando depois à paróquia de Matundo.

O padre João de Deus Gonçalves Kamtedza, filho de pai português e mãe moçambicana, nasceu na Angónia, província de Tete em 08 de março de 1930, tendo entrado no seminário dos jesuítas em 1948 e professado os votos religiosos, em 1953, em Braga. Foi ordenado sacerdote na missão de Lifidzi, Tete, em 15 de agosto de 1964.

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