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Eleitores referendam nova Constituição na República Centro-Africana

Os eleitores da República Centro-Africana votam hoje em referendo uma nova Constituição proposta pelo Presidente, Faustin-Archange Touadéra, que, se for aprovada, alarga o mandato presidencial de cinco para sete anos e elimina os limites de mandatos.

Eleitores referendam nova Constituição na República Centro-Africana
Notícias ao Minuto

06:44 - 30/07/23 por Lusa

Mundo RCA

O novo texto permitirá, em tese, que Touadéra se volte a candidatar à Presidência em 2025.

O referendo é contestado pelo Bloco Republicano para a Defesa da Constituição (BRDC), uma plataforma da oposição, que convocou marchas de protesto.

Touadéra foi eleito em 2016 e depois reeleito em 2020, embora menos de um em cada três eleitores tenha podido ir às urnas por razões de segurança.

No final de maio, Touadéra anunciou a realização do referendo e foi acusado pela oposição e pelos rebeldes de pretender continuar a ser "Presidente vitalício" do segundo país menos desenvolvido do mundo.

"Não haverá um terceiro mandato, mas os contadores serão repostos a zero" com uma nova Constituição, "e haverá um novo mandato a que qualquer pessoa se poderá candidatar, incluindo o Presidente Touadéra, se assim o desejar", disse então Fidèle Gouandjika, ministro especial e conselheiro do Presidente, imediatamente após o anúncio do referendo.

A votação vai realizar-se com a presença no país de mercenários contratados pela empresa russa Wagner.

Um novo grupo de mercenários chegou sexta-feira a Bangui.

A República Centro-Africana, um dos países mais pobres do mundo, vive uma guerra civil desde 2013, quando uma coligação de grupos armados predominantemente muçulmanos, a Séléka, derrubou François Bozizé.

Em seguida, Bozizé organizou e armou as chamadas milícias anti-Balaka, maioritariamente cristãs e animistas, numa tentativa de recuperar o poder.

As Nações Unidas mantêm uma missão no país (Minusca), na qual Portugal participa com 215 militares e 45 meios, além de missões da União Europeia, com 31 militares portugueses.

Leia Também: Presidente sul-africano a Putin: "Conflito deve resolver-se" rápido

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