O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, pediu, esta quinta-feira, para que sejam tomadas medidas mais robustas contra Moscovo, no âmbito da guerra na Ucrânia.
“Alguns colegas dizem, às vezes, que um Putin forte é menos perigoso do que um Putin enfraquecido. Não concordo com isso”, referiu, em declarações aos jornalistas à margem do Conselho Europeu, em Bruxelas, na Bélgica.
“Temos de avançar e ser decisivos porque agora é um momento crucial na História”, afirmou o chefe de Estado do país báltico, que fez fronteira com a Rússia.
Este não foi o único país báltico a deixar bem claro que este era o momento para agir, tendo antes da cimeira europeia, o primeiro-ministro da Letónia, Krisjanis Karins, também abordado o assunto.
“Não podemos controlar o que se está a passar na Rússia, mas podemos controlar o que fazemos no exterior”, rematou Karins.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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