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Eleição de Lula da Silva "salvou democracia brasileira"

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, considerou hoje em Lisboa que a eleição do Presidente Lula da Silva "salvou a democracia brasileira".

Eleição de Lula da Silva "salvou democracia brasileira"
Notícias ao Minuto

20:42 - 28/06/23 por Lusa

Mundo Geraldo Alckmin

"Tivemos um momento triste em 08 de janeiro, mas no qual o processo democrático ainda se fortaleceu ainda mais. E eu não tenho dúvida de dizer que a eleição do Presidente Lula salvou a democracia brasileira", afirmou Alckmin, na cerimónia de encerramento do XI Fórum Jurídico de Lisboa.

O vice-presidente brasileiro referia-se aos acontecimentos de 08 de janeiro, quando milhares de manifestantes de extrema-direita, apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, tentaram reverter a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, na segunda volta das presidenciais de 30 de outubro de 2022, e invadiram o Palácio Presidencial e os edifícios do Congresso e do Supremo Tribunal, numa tentativa de forçar um golpe de Estado.

"Este é um facto relevante", vincou Alckmin.

Referindo-se ao tema do fórum, sobre a governança digital, Geraldo Alckmin salientou os "desafios do mundo digital" e destacou a importância de "poder e dever permitir a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo evitar 'fake news', desinformação, injúria e estabelecer as regras para esse novo momento que o mundo vai viver".

"A democracia brasileira se consolida. O Presidente Lula estabeleceu durante o seu programa de governo um desenvolvimento inclusivo. Um desenvolvimento com estabilidade e um desenvolvimento com sustentabilidade", frisou.

O vice-presidente reconheceu que no Brasil ainda existem "perto de 30 milhões de pessoas em privação alimentar" e que implica um "grande programa de natureza social, de inclusão, com valorização do salário mínimo, bolsa família, incluindo as crianças menores, 'Minha Casa Minha Vida, consolidação do sistema único de saúde".

Geraldo Alckmin, que detém no governo brasileiro a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, referia-se aos programas e projetos sociais que o Governo de Lula da Silva pretende pôr em prática.

Referindo-se à reforma tributária que Lula da Silva deseja ver executada, Alckmin disse ser "uma reforma estruturante", que simplifica o modelo tributário, que se traduz na "desoneração completa de investimentos, um estímulo às exportações, ao comércio exterior".

"Enfim, estamos com inflação de menos de 4%, então o desenvolvimento com estabilidade, com previsibilidade, fazendo reformas estruturantes que elevam a competitividade, eficiência económica e atração de investimento e um desenvolvimento com sustentabilidade", apontou.

Trata-se, segundo Geraldo Alckmin, do "grande desafio" do Brasil.

"Crescer, mas preservando o meio ambiente, combatendo as mudanças climáticas. O Brasil tem a maior floresta tropical do mundo, que é a floresta amazónica, e a meta é desmatamento ilegal zero. Todo o compromisso com a sustentabilidade, descarbonização, neo industrialização", explicou.

Geraldo Alckmin salientou ainda que participou em Lisboa numa reunião, que classificou como "muito boa" e "muito proveitosa", com empresários dos setores da defesa, energia renovável, saúde, aeronáutica, portos, aeroportos e infraestrutura, turismo, petroquímica.

"O Brasil tem tudo para fortalecermos os nossos laços", vincou.

Geraldo Alckmin destacou também a identidade cultural comum entre Portugal e Brasil, designadamente a pertença "à pátria comum da língua portuguesa".

"E, portanto, temos tudo para poder fortalecer ainda mais esse trabalho", acrescentou.

Na parte final da sua intervenção, Geraldo Alckmin abordou o acordo Mercosul-União Europeia.

"Tenho certeza de que Portugal e o Brasil vão trabalhar juntos para que a gente possa avançar num acordo equilibrado, benéfico tanto para União Europeia quanto para o Mercosul e que terá na geopolítica mundial um grande sinal de que é possível avançar, é possível estabelecer novos mercados e não há ninguém mais próximo culturalmente da Europa do que a América Latina", concluiu.

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