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Enviado do Papa reúne-se esta 4.ª-feira com conselheiro de Putin

O enviado do Papa a Moscovo para conversações sobre a guerra na Ucrânia, cardeal Matteo Zuppi, vai ser recebido hoje por um conselheiro do Presidente Vladimir Putin, anunciou o Kremlin (presidência).

Enviado do Papa reúne-se esta 4.ª-feira com conselheiro de Putin
Notícias ao Minuto

13:40 - 28/06/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Zuppi vai reunir-se com o conselheiro para a política externa, Yui Ushakov, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Em nome de Vladimir Putin, o assessor presidencial Ushakov vai manter conversações com ele [cardeal Zuppi] hoje", afirmou Peskov, citado pela agência russa TASS.

Os dois vão "discutir a situação em torno do conflito na Ucrânia e, claro, possíveis formas de resolução política e diplomática", referiu.

O cardeal Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana e arcebispo de Bolonha, esteve no início de junho em Kyiv, onde se reuniu com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

O enviado do Papa Francisco encontra-se em missão de paz de dois dias em Moscovo, segundo um comunicado divulgado na terça-feira pelo Vaticano.

O objetivo é "encorajar gestos de humanidade que possam contribuir para promover uma solução para a atual situação trágica e encontrar formas de alcançar uma paz justa" na Ucrânia, disse o Vaticano.

Peskov afirmou que o Kremlin valoriza muito "os esforços e iniciativas do Vaticano para encontrar uma solução pacífica para a crise na Ucrânia".

"Congratulamo-nos com o desejo do Papa de contribuir para acabar com o conflito armado na Ucrânia", acrescentou Peskov.

O Papa Francisco desejou hoje que a paz chegue em breve à Ucrânia, coincidindo com a visita do cardeal Zuppi a Moscovo.

"Há muito sofrimento na Ucrânia, não nos esqueçamos disso", disse o chefe da Igreja Católica no final da audiência geral na Praça de São Pedro, segundo a agência espanhola EFE.

Putin afirmou em várias ocasiões que está aberto a estudar todas as propostas de paz, sejam elas do Vaticano, do Brasil, de África ou da China, mas acusou a Ucrânia de não querer negociar com a Rússia.

O Kremlin disse anteriormente que Kyiv teria de aceitar as "realidades no terreno", referindo-se às anexações ilegais da Crimeia, em 2014, e de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, já depois da invasão de 2022.

No encontro com Zuppi em Kyiv há três semanas, Zelensky reiterou que não aceitará qualquer cessação das hostilidades sem uma retirada russa do território da Ucrânia.

O chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andri Yermak, saudou a viagem do cardeal italiano a Moscovo, na terça-feira, desde que contribua para o progresso do regresso dos prisioneiros de guerra ucranianos e das crianças deportadas para a Rússia.

"Não precisamos de mediação. Não confiamos na Rússia e acreditamos que isso não vai mudar", disse Yermak num encontro com os meios de comunicação social, incluindo a EFE.

Yermak referia-se aos acordos de Minsk assinados entre Kyiv e Moscovo após o início do conflito no Donbass em 2014, que não alcançaram a paz nem impediram a invasão total em 2022.

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