Meteorologia

  • 22 FEVEREIRO 2024
Tempo
16º
MIN 12º MÁX 18º

"É uma questão de tempo até que alguém desafie Putin na Rússia"

Na ótico do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, "Prigozhin é apenas o primeiro que se atreveu, mas não tenho dúvidas de que outros seguirão de uma maneira ou de outra".

"É uma questão de tempo até que alguém desafie Putin na Rússia"
Notícias ao Minuto

19:43 - 27/06/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Dmytro Kuleba

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, referiu, esta terça-feira, que embora a Ucrânia não tivesse nenhuma inteligência específica relacionada à tentativa de rebelião do chefe de Wagner, Yevgeny Prigozhin, no fim de semana, é inevitável que alguém desafiasse o presidente russo, Vladimir Putin.

"Para nós, sempre foi bastante óbvio que é apenas uma questão de tempo até que alguém na Rússia se atreva desafiar Putin. Porque vimos como seu poder e autoridade estão a diminuir e como a Rússia está entrar numa fase muito turbulenta", frisou,  em entrevista exclusiva à CNN, em Kyiv.

Na ótica do ministro ucraniano, "Prigozhin é apenas o primeiro que se atreveu, mas não tenho dúvidas de que outros seguirão de uma maneira ou de outra".

Kuleba também salientou que a ameaça de a Rússia usar armas nucleares é a última arma de Putin. "Francamente, acredito que o medo de armas nucleares é o último argumento que Putin tem na manga... Ele esgotou todos os outros argumentos", apontou.

"É óbvio que o seu exército é incapaz de alcançar os seus objetivos estratégicos na Ucrânia. Ele percebe que seu poder foi destruído. E então só lhe resta um último argumento", acrescentou ainda.

Para Kuleba, "não é nada mais do que um jogo do medo, porque Putin ama demais a vida". "O Ocidente cometerá um grande erro se decidir jogar o jogo do medo nuclear com Putin", frisou ainda.

Recorde-se que o líder do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, avançou, na sexta-feira, com uma rebelião na Rússia, que acabou por suspender menos de 24 horas depois, já após ter ocupado Rostov, uma importante cidade no sul do país para a logística da guerra na Ucrânia.

Prigozhin acusara antes o exército russo de atacar acampamentos dos seus mercenários, provocando "um número muito grande de vítimas". As acusações foram negadas pelo Ministério da Defesa da Rússia.

Vladimir Putin discursou ao país e falou numa "ameaça mortal" ao Estado russo e numa "traição".

Leia Também: Navalny diz que motim mostra que Putin é "uma ameaça para a Rússia"

Recomendados para si

;
Campo obrigatório