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Conselho de Segurança da ONU pede "redução da escalada" na Cisjordânia

O Conselho de Segurança da ONU apelou hoje ao fim de "ações unilaterais que possam inflamar tensões" na Cisjordânia ocupada e a uma "redução da escalada", após confrontos entre israelitas e palestinianos que já causaram dezenas de mortes de civis.

Conselho de Segurança da ONU pede "redução da escalada" na Cisjordânia
Notícias ao Minuto

19:02 - 27/06/23 por Lusa

Mundo ONU

Num comunicado adotado pelos seus 15 membros, o Conselho de Segurança "expressou a sua tristeza pela morte de civis" no território sob ocupação israelita.

"Os membros do Conselho de Segurança encorajam novas medidas para restaurar a calma duradoura e permitir que as tensões diminuam, e pedem a todas as partes que evitem ações unilaterais que possam inflamar as tensões", disse a embaixadora dos Emirados Árabes Unidos junto da ONU, Lana Nusseibeh, que detém a presidência rotativa do órgão em junho.

"O Conselho pede moderação para redução das tensões e evitar uma nova escalada", acrescentou.

Na sua declaração, o Conselho de Segurança também destacou "as obrigações e compromissos das autoridades israelitas e palestinianas de combater e condenar o terrorismo em todas as suas formas, de acordo com o direito internacional".

"É importante que os responsáveis por esta violência sejam responsabilizados por tais atos", disse a diplomata.

O enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, por sua vez, disse estar "muito preocupado com a espiral de violência" na Cisjordânia.

"Se não forem tomadas medidas decisivas agora para travar a violência, existe um risco significativo de a situação se agravar ainda mais", declarou durante a reunião do Conselho de Segurança, referindo-se em particular ao risco de a violência se alastrar à Faixa de Gaza.

Em particular, Wennesland denunciou "a contínua expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, que alimenta a violência".

"Estou particularmente alarmado com os níveis extremos de violência dos colonos, muitos armados, atacando sistematicamente aldeias palestinianas, aterrorizando comunidades, às vezes nas proximidades e/ou com o apoio das forças de segurança de Israel", disse.

"Israel, como potência ocupante, tem a obrigação de proteger os palestinianos e as suas propriedades no Território Palestiniano Ocupado e de garantir investigações imediatas, independentes, imparciais e transparentes sobre todos os atos de violência. (...) A violência deve parar e todos os perpetradores devem ser responsabilizados", instou.

O Governo dos EUA tem aumentado o tom das críticas à política de colonatos de Israel e, ainda no início deste mês, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, classificou essa estratégia como "um obstáculo ao horizonte de esperança que se procura".

Apesar das críticas, os EUA tomaram poucas medidas contra Israel, apesar de, em sinal de desagrado, a Casa Branca ainda não ter convidado para uma visita a Washington o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como é tradição após as eleições israelitas.

O Governo de Netanyahu, o mais extremista nos 75 anos de história de Israel, fez da expansão dos colonatos a sua principal prioridade e vários membros dos partidos da coligação têm pedido o aumento da construção de casas nos colonatos da Cisjordânia.

Leia Também: EUA suspende financiamento de pesquisa em territórios ocupados por Israel

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