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ONU condena lançamento norte-coreano e crítica "falta de ação" do Conselho

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje o lançamento de um satélite norte-coreano usando tecnologia de mísseis balísticos e criticou a "falta de unidade e ação" do Conselho de Segurança face à "trajetória negativa na Península Coreana".

ONU condena lançamento norte-coreano e crítica "falta de ação" do Conselho
Notícias ao Minuto

22:53 - 02/06/23 por Lusa

Mundo Nações Unidas

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte, a subsecretária-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, frisou que as resoluções adotadas pelo Conselho "proíbem expressamente" Pyongyang de usar tecnologia de mísseis balísticos em qualquer lançamento.

"Como afirma a Coreia do Norte, é direito de um Estado soberano lançar um satélite e beneficiar-se das atividades espaciais. No entanto, as resoluções do Conselho proíbem expressamente a Coreia do Norte de realizar qualquer lançamento usando tecnologia de mísseis balísticos", disse DiCarlo, recordando que o secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia condenado o lançamento do satélite.

Em 30 de maio, Guterres pediu a Pyongyang que se abstenha de realizar novos lançamentos de satélites usando essa tecnologia e que retome rapidamente o diálogo para alcançar a meta de paz e a desnuclearização completa e verificável da Península Coreana.

Em causa está um foguete espacial lançado na quarta-feira pela Coreia do Norte com um satélite de reconhecimento a bordo, que acabou por cair no Mar Amarelo devido a uma falha técnica. Pyongyang informou que tentará em breve outro lançamento deste tipo.

O lançamento norte-coreano provocou o acionamento de alertas antimísseis em Seul, na Coreia do Sul, e na ilha japonesa de Okinawa, no sudoeste, por onde o projétil teria sobrevoado.

De acordo com dados da ONU, a Coreia do Norte aumentou consideravelmente as suas atividades de lançamento de mísseis em 2022 e 2023, incluindo mais de 80 lançamentos usando tecnologia de mísseis balísticos.

Além disso, a Coreia do Norte continuou a fazer referências ao possível uso de armas nucleares.

Face às questões de paz e segurança que afetam a Península Coreana - e sublinhando que a "diplomacia é o único caminho a seguir" -, a subsecretária-geral da ONU afirmou que "a falta de unidade e ação no Conselho de Segurança pouco contribui para retardar a trajetória negativa" na região.

DiCarlo apelou à desescalada, à abertura de canais de comunicação eficazes e ao retorno ao diálogo, reiterando a necessidade urgente de unidade do Conselho de Segurança.

A subsecretária-geral reforçou ainda as preocupações da ONU com a situação humanitária na Coreia do Norte, afirmando que as Nações Unidas estão prontas para atender as necessidades básicas da população norte-coreana.

A reunião de hoje foi convocada pela Albânia, Equador, França, Japão, Malta, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA).

O diplomata do Reino Unido James Kariuki classificou o lançamento como "imprudente" e rejeitou que tenha sido efetuado para usos pacíficos do espaço sideral.

"Embora o lançamento tenha falhado, causou alarme para o povo do Japão e da Coreia do Sul. Mas é o povo norte-coreano que arca com os custos mais altos desses lançamentos, já que o seu Governo desvia recursos das necessidades económicas básicas das pessoas. Este comportamento é inaceitável", disse Kariuki.

"Estamos prontos para trabalhar com urgência com todos os membros do Conselho para enviar uma mensagem unificada à Coreia do Norte", assegurou ainda.

Já os Estados Unidos pediram que o Conselho de Segurança condene a Coreia do Norte pela sua tentativa de lançamento de satélite e exorte Pyongyang a não realizar outro lançamento.

"Este conselho não pode ignorar os lançamentos fracassados da Coreia do Norte, pois permitem que identifique as suas lacunas de capacidade e determine como avançar nos seus programas ilegais de armas de destruição em massa e mísseis balísticos", disse o diplomara norte-americano Robert Wood.

Wood criticou ainda a Rússia e a China por classificarem como "ações provocativas" uma eventual declaração do Conselho sobre o lançamento do satélite ou mesmo a realização desta reunião.

Leia Também: Guterres condena violência no Senegal e pede contenção a todas as partes

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