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Eslováquia recebe combustível nuclear francês para reduzir dependência russa

A empresa francesa Framatome vai fornecer combustível nuclear à Eslováquia, para que o país da Europa Central reduza a sua dependência energética da Rússia, após um acordo finalizado hoje durante uma visita do Presidente Emmanuel Macron a Bratislava.

Eslováquia recebe combustível nuclear francês para reduzir dependência russa
Notícias ao Minuto

21:10 - 31/05/23 por Lusa

Mundo Eslováquia

A Framatome vai entregar combustível "produzido como os russos o fazem" para abastecer a frota nuclear eslovaca de desenho soviético, segundo uma declaração de intenções assinada com a operadora Slovenské Elektrárne no palácio presidencial à margem da visita, adiantou à agência France-Presse (AFP) uma fonte diplomática francesa.

A Eslováquia tem quatro reatores VVER projetados pela Rússia em duas centrais nucleares.

Estes reatores utilizam atualmente combustível russo e fornecem mais de metade da eletricidade do país.

"No atual contexto internacional, a Framatome recebeu um pedido de todos os operadores europeus de reatores VVER para contribuir para o desenvolvimento de uma solução energética europeia soberana (...) reduzindo a dependência das importações europeias", sublinhou a empresa francesa em comunicado.

Existem 18 reatores VVER em operação na Europa, incluindo quatro reatores VVER de 1.000 MW na República Checa e na Bulgária, e 14 reatores VVER de 440 MW na Finlândia, República Checa, Eslováquia e Hungria.

O grupo francês EDF também concorrerá ao concurso público para a construção de uma próxima fase na central de Mochovce, a cerca de cem quilómetros de Bratislava.

"Devemos ser independentes dos abastecimentos russos", insistiu hoje a Presidente eslovaca, Zuzana Caputova, durante uma conferência de imprensa com o seu homólogo francês, sublinhando que França é um "parceiro privilegiado" nesta área.

A Framatome, assim como a norte-americana Westinghouse, assinou acordos no ano passado para fornecer combustível nuclear para centrais de energia na vizinha República Checa.

Na sequência da invasão russa da Ucrânia, vários países europeus têm procurado alternativas à energia da Rússia, como petróleo ou gás, em outros mercados.

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