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Milhões continuam em situação de "fome emergente" no Corno de África

Milhões de pessoas no Corno de África continuam numa situação de "fome emergente", que sofre uma série de crises, alertou hoje o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Milhões continuam em situação de "fome emergente" no Corno de África
Notícias ao Minuto

14:56 - 24/05/23 por Lusa

Mundo ONU

A pior seca dos últimos 40 anos deu lugar a chuvas repentinas e inundações, os preços dos alimentos e da energia continuam elevados e o impacto do conflito no Sudão repercute-se em toda a região, afirmou o PAM, num comunicado divulgado em Nairobi.

"Com conflitos, situações climáticos extremas e crises económicas, a região do Corno de África enfrenta múltiplas crises em simultâneo", afirmou o diretor regional do PAM para a África Oriental, Michael Dunford.

"E agora, a eclosão do conflito no Sudão está a forçar centenas de milhares de pessoas a fugir das suas casas", acrescentou.

Os últimos três anos de seca deixaram mais de 23 milhões de pessoas com fome em partes da Etiópia, do Quénia e da Somália, e as taxas de mortalidade e de subnutrição continuam a ser "inaceitavelmente" elevadas, segundo o programa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as sucessivas más colheitas e os elevados custos de transporte fizeram com que os preços dos alimentos ficassem fora do alcance de milhões de pessoas na região.

O PAM afirmou que a região levará anos a recuperar e que a assistência humanitária é uma "tábua de salvação".

A limitação dos recursos humanitários foi ainda agravada pelo conflito no Sudão, que obrigou mais de 250.000 pessoas a fugir para países vizinhos como a Etiópia e o Sudão do Sul, onde a insegurança alimentar já é elevada.

"Sem um financiamento sustentável para soluções de emergência e de adaptação às alterações climáticas, a próxima crise climática poderá levar a região à beira da rotura", alertou Dunford.

O programa da ONU sublinhou que precisa "urgentemente" de 810 milhões de dólares (cerca de 752 milhões de euros) nos próximos seis meses para manter a assistência humanitária e investir na resiliência a longo prazo no Corno de África.

Leia Também: ONU pede ajuda urgente para evitar "catástrofe" de fome na Nigéria

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