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George Floyd: Ex-polícia condenado por cumplicidade em homicídio agravado

Um ex-polícia de Minneapolis que reteve transeuntes enquanto os seus colegas detinham o afro-americano George Floyd, que acabou por morrer sufocado, foi condenado em tribunal por cumplicidade no homicídio agravado.

George Floyd: Ex-polícia condenado por cumplicidade em homicídio agravado
Notícias ao Minuto

15:51 - 02/05/23 por Lusa

Mundo George Floyd

O agente Tou Thao - que já tinha sido condenado em tribunal federal por violar os direitos civis de Floyd - foi o último dos quatro ex-polícias que enfrentaram julgamento em tribunal estadual pelo assassínio de Floyd, em Minneapolis, em 25 de maio de 2020.

Thao rejeitou um acordo de confissão e, em vez de ir a julgamento, deixou o juiz do condado de Hennepin, Peter Cahill, decidir o veredito com base em registos escritos e nas provas apresentadas em casos anteriores.

O agente acabou por ser condenado por auxílio a homicídio agravado, na noite de segunda-feira, numa sentença de 177 páginas.

Em janeiro, os procuradores argumentaram que Thao "agiu sem coragem e não demonstrou compaixão" apesar dos seus quase nove anos de experiência.

George Floyd era um afro-americano que morreu em 25 de maio de 2020, depois de o agente Derek Chauvin o ter retido no chão com o joelho, ao longo de nove minutos e meio.

O vídeo de um espetador que capturou os gritos de Floyd, dizendo que não conseguia respirar, tornou-se viral nas redes sociais e espoletou uma vaga de manifestações contra o racismo e contra a violência policial em várias cidades de todo o mundo.

Ao contrário dos outros três ex-agentes policiais, Thao afirmou que não cometeu nenhum erro e muito menos cometeu um crime.

Na altura em que rejeitou um acordo judicial no tribunal estadual, em agosto passado, Thao argumentou que, se se declarasse culpado, estaria a mentir.

Contudo, os procuradores consideraram que Thao sabia que os seus colegas estavam a lidar com Floyd de forma "extremamente perigosa", que poderia deixar o afro-americano sem conseguir respirar, já que a vítima estava a pedir ajuda.

O advogado de defesa Robert Paule argumentou que a Justiça não conseguiu provar, sem sombra de dúvida, que Thao sabia que Chauvin estava a cometer um crime ou que Thao pretendia ajudar no crime, mas esse não foi o entendimento do tribunal.

O juiz irá revelar a sentença numa sessão marcada para 07 de agosto.

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