Meteorologia

  • 14 JUNHO 2024
Tempo
25º
MIN 15º MÁX 25º

Nove chineses que morreram numa mina foram assassinados por grupo rebelde

A investigação sobre a morte de nove chineses numa mina de ouro na República Centro-Africana (RCA), há um mês, confirmou que aqueles foram "assassinados" pelo principal grupo rebelde, que negou o ataque, anunciou hoje o Governo.

Nove chineses que morreram numa mina foram assassinados por grupo rebelde
Notícias ao Minuto

14:37 - 19/04/23 por Lusa

Mundo República Centro-Africana

Em 19 de março, os noves cidadãos chineses foram mortos e Bangui acusou imediatamente a Coligação dos Patriotas pela Mudança (CPC) pelo ataque à mina, que negou imediatamente a responsabilidade sobre aquele ato e acusou o grupo paramilitar russo Wagner.

"Os autores do assassinato (...) são sem dúvida elementos do CPC", disse hoje o ministro da Justiça da República Centro-Africana, Arnaud Djoubaye Abazène, citando o relatório final da investigação, sem, no entanto, revelar o seu conteúdo.

Nesta região de Bambari, como noutras deste vasto país da África Central, entre os mais pobres do mundo, a extração de ouro e diamantes tem sido concessionada, principalmente desde 2018, a empresas russas próximas ou ligadas ao grupo russo Wagner, segundo as Nações Unidas e organizações não-governamentais, mas também a algumas empresas chinesas.

Centenas de mercenários da Wagner juntaram-se a centenas de outros já presentes desde 2018 no país, quando o Presidente Faustin Archange Touadéra, ameaçado pela rebelião do CPC, que avançava para Bangui, apelou a Moscovo para apoiar o seu exército mal treinado.

O chefe de Estado e o povo da República Centro-Africana agradecem aos "aliados russos, que conseguiram neutralizar alguns dos perpetradores [dos assassinatos], apreenderam provas e encaminharam os restos destes criminosos", continuou o ministro.

Numa conferência de imprensa, o governante adiantou que tinha "recebido hoje o relatório da comissão especial de investigação" sobre estes nove "assassinatos", mas não revelou o conteúdo e os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas.

Leia Também: Confrontos provocam 24 mortos nos últimos dias no Darfur

Recomendados para si

;
Campo obrigatório