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Crianças deportadas pela Rússia "ameaçadas e espancadas com bastões"

A transferência forçada de crianças ocorre desde o início da invasão da Ucrânia nos territórios controlados pela Rússia.

Crianças deportadas pela Rússia "ameaçadas e espancadas com bastões"
Notícias ao Minuto

17:15 - 23/03/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Guerra na Ucrânia

O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak afirmou, esta quinta-feira, que as crianças ucranianas que foram levadas à força para a Rússia relataram terem sido “ameaçadas”, “espancadas com bastões” e ´”levadas para um destino desconhecido por dizerem ‘Glória à Ucrânia’”.

“Crianças deportadas e agora regressadas à Ucrânia dizem ter sido ameaçadas com isolamentos e orfanatos, espancadas com bastões e levadas para um destino desconhecido por dizerem ‘Glória à Ucrânia’”, começou por referir o conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky, na rede social Twitter.

“Foi-lhes dito que os pais as tinham abandonado e que agora eram ‘filhas da Rússia’. Se isto não é genocídio, o que é?”, questionou.

Sublinhe-se que a transferência de crianças, com o objetivo de reeducação política, adoção em orfanatos e até treino militar, ocorre desde o início da invasão da Ucrânia nos territórios controlados pela Rússia.

Este foi o motivo que levou na semana passada o Tribunal Penal Internacional a emitir um mandado de prisão internacional contra o presidente russo, Vladimir Putin, pela sua responsabilidade neste caso.

Já esta semana, a comissão internacional da ONU que investiga crimes de guerra na Ucrânia considerou que as transferências forçadas e a deportação de crianças violam o direito internacional e constituem crimes de guerra.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou a 24 de fevereiro de 2022 com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que mais de oito mil civis morreram e cerca de 13 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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