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Encontrados três corpos no distrito de Mocímboa da Praia, Moçambique

Os corpos de presumíveis três terroristas na província moçambicana de Cabo Delgado foram encontrados nas margens de um riacho, perto de um aldeia, segundo testemunhos locais recolhidos hoje pela Lusa.

Encontrados três corpos no distrito de Mocímboa da Praia, Moçambique
Notícias ao Minuto

12:15 - 22/03/23 por Lusa

Mundo Moçambique

A descoberta foi feita na aldeia de Mitope, distrito de Mocímboa da Praia, uma semana depois de o local ter sido atacado por um grupo armado.

Os cadáveres foram encontrados por um grupo de dez mulheres que procurava lenha, relatou uma delas, referindo que, desde o ataque, ninguém anda sozinho fora da povoação.

"Vimos corpos em avançado estado de deterioração e comunicámos à força local" das autordades, que não os conseguiu identificar, relatou a mulher de 53 anos.

De acordo com um membro daquela força, suspeita-se que seriam "terroristas, abatidos pelas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e do Ruanda, aquando da invasão da aldeia de Mitope".

Depois do ataque houve "uma perseguição ao inimigo", afastando os terroristas o que, entretanto, permitiu que a população regressasse à povoação, a escassos metros da estrada nacional número 380 (EN 380), uma das poucas vias asfaltadas no norte de Cabo Delgado.

"Voltei, mas o medo prevalece e quando anoitece é pior, apesar da segurança reforçada", relatou uma mulher de 45 anos, viúva e mãe de cinco filhos, que regressou uma semana após a invasão por rebeldes.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED. 

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